Brasil é 6º emergente a atrair matriz de multinacionais

O Brasil foi o sexto país em desenvolvimento que mais atraiu a instalação de matrizes de grupos transnacionais entre janeiro de 2002 e março de 2003, segundo um levantamento divulgado hoje pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, sigla em inglês). Durante esse período, oito grupos transnacionais transferiram ou inauguraram matrizes no país. Cingapura, com 46 empresas, foi o mercado que mais atraiu essa forma de investimento direto. Em seguida vieram Hong Kong (44), China (29) e Emirados Árabes Unidos (19). A Malásia também foi escolhida por oito grupos. No total, os países em desenvolvimento atraíram 191 matrizes de empresas transnacionais. Em todo o mundo, 839 novas sedes de transacionais, em sua maioria de alcance regional, foram estabelecidas ou transferidas, envolvendo 52 países. O Reino Unido, com 624 novas empresas, foi o destino global preferido. Em seguida, estão os Estados Unidos (181), Austrália ( 54) e Alemanha (37). BenefíciosDe acordo com a Unctad, as corporações transnacionais estão cada vez mais reestruturando e realocando as suas matrizes, criando um nicho de mercado para países que abrigam investimentos diretos estrangeiros e podem oferecer os ativos locais apropriados, incluindo uma mão-de-obra capacitada, boa qualidade de vida e maior acesso aos mercados internacionais. ?O reconhecimento internacional como locais para investimento e as novas oportunidades de trabalho para os trabalhadores locais são algumas das vantagens obtidas por esses países?, disse a Unctad. No passado, as empresas preferiam reestruturar e realocar subsidiárias individuais, mas deixavam as suas matrizes intactas. ?Hoje, uma nova tendência está emergindo, o que pode representar o próximo estágio na globalização da atividade das corporações transnacionais?, disse o organismo multilateral. ?Na busca por competitividade, elas estão cada vez mais reconfigurando as suas matrizes, criando novas bases regionais, transferindo funções e realocando totalmente suas sedes globais.? Segundo a Unctad, a estratégia mais comum desses grupos é criar matrizes regionais em locais que podem estimular uma posição estratégica nos sistemas de produção internacionais. A IBM, por exemplo, está baseada nos Estados Unidos, mas abriu um escritório regional em Cingapura, que emprega mil pessoas. As sedes globais das cem maiores corporações transnacionais estão praticamente baseadas em países desenvolvidos e raramente são transferidas, mas as fusões entre os grandes grupos vêm gerando grandes reestruturações internas nesses grupos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.