Brasil é a melhor alternativa entre os emergentes, diz executivo

O Brasil é atualmente a melhor alternativa entre mercados emergentes, apesar de os estrangeiros não morrerem de amor pelo País, segundo o presidente da HSBC Corretora, Ricardo Lanfranchi. O executivo lembra que o mercado acionário no México acumula perdas de 7% no ano, enquanto na Rússia o recuo é ainda maior, ultrapassa 10%. Segundo ele, a boa liquidez do Brasil em relação aos pares emergentes também chama a atenção dos estrangeiros. Para o profissional, no entanto, além da Rússia, a realocação de recursos para o Brasil também tem origem em investimentos que estavam na China e no México, entre outros países em desenvolvimento.

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2014 | 02h07

Lanfranchi observa que fluxo estrangeiro recai principalmente sobre as ações mais líquidas, mas também tem ido para setores como educação e construção. "Outros setores beneficiados são os de consumo discricionário e bancos", avalia.

A equipe de análise do Credit Suisse é uma das casas que conferem ao Brasil uma recomendação melhor que a da Rússia ou do México. Em relatório assinado por Alexander Redman e Arun Sai, o banco atribui ao Brasil recomendação market weight (em linha com o mercado), enquanto os demais países têm recomendação underweight (abaixo do mercado).

Um analista de uma tradicional gestora de recursos diz que em conversas entre profissionais do mercado sobre o que estaria atraindo investidores estrangeiros para o Brasil, uma conjunção de fatores é citada. De fato, entraram no País recursos oriundos de investimentos na Rússia. Mas só esse fator não explica o aumento do fluxo.

Profissionais ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, destacam ainda que houve exagero nos últimos meses no pessimismo com o Brasil, e o resultado foi que muitas ações ficaram muito baratas. "Houve uma venda precipitada de ativos, principalmente Vale, Petrobrás, siderúrgicas e bancos. Agora os investidores estão equilibrando posições", diz Alvaro Bandeira, economista-chefe da Órama. Sérgio Goldman, sócio da Maximizar Gestão, acrescenta que houve um ajuste nos preços de vários emergentes. "Os investidores globais voltaram a comprar ativos de emergentes, pois estavam muito baratos." / B.M. e K.S.

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