Brasil e Angola terão cabo submarino

A Telebrás e a Angola Cables assinaram ontem um acordo para a construção de um cabo submarino entre Fortaleza e Luanda. O cabo terá cerca de 6 mil quilômetros e poderá entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2014, a tempo da Copa do Mundo. A capacidade do equipamento e o custo do projeto, porém, ainda não foram definidos.

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2012 | 03h09

A alternativa deve diminuir em até 80% o custo do tráfego de dados entre América do Sul, África e Ásia, que atualmente passa obrigatoriamente pelos Estados Unidos e pela Europa. "Vamos lançar uma licitação internacional no máximo até junho, detalhando o projeto", afirmou o presidente da Telebrás, Caio Bonilha. No orçamento total da estatal para 2012, R$ 119 milhões estão reservados para cabos submarinos.

"É um cabo estratégico que terá muita demanda, sobretudo por ser o primeiro cabo submarino no Atlântico Sul ligando os dois continentes", acrescentou o presidente da comissão executiva da Angola Cables, António Nunes.

Para o vice-ministro angolano de Telecomunicações, Aristides Cardoso Safeca, o acordo permitirá um maior intercâmbio cultural e científico. "Com o cabo direto, Angola terá acesso a conhecimento gerado nas instituições universitárias brasileiras, abrindo um novo potencial não só para o país, como talvez para toda a África Subsaariana", avaliou.

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