Márcio Fernandes/Estadão
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Brasil e Argentina assinam novo acordo automotivo que prevê livre-comércio a partir de 2029

A partir de 1.º de julho de 2029 as cotas terminam e a tarifa cai a zero para o comércio de veículos entre os dois países, sem nenhuma condicionalidade

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2019 | 13h52

BRASÍLIA - Brasil e Argentina assinaram na quinta-feira, 3, em Montevidéu, no Uruguai, o novo acordo para o setor automotivo entre os dois países. O acordo já havia sido anunciado no início de setembro, no Rio de Janeiro, quando as negociações entre os dois países foram concluídas. 

Como antecipou o Estadão/Broadcast, o acordo prevê o livre comércio de bens automotivos entre os dois países a partir de julho de 2029. Até lá, haverá aumentos graduais dos volumes comercializados sem tarifa.

“Atualmente o Brasil já conta com instrumentos bilaterais com a Argentina e o Uruguai, negocia com o Paraguai e trabalha com vistas a um entendimento entre os quatro países no âmbito do bloco”, afirmou o Ministério da Economia, em nota.

A cota de veículos e autopeças que o Brasil exporta para a Argentina vai de US$ 1,50 para cada US$ 1 importado do país vizinho, como é hoje, para US$ 1,70 por US$ 1 importado, já em 2019.

Após o primeiro aumento, o ajuste no sistema de cotas de exportação de carros sem tarifa no acordo automotivo será realizado a partir de julho do ano que vem, a cada dois anos. 

A partir de 1.º de julho de 2029 as cotas terminam e a tarifa cai a zero para o comércio de veículos entre os dois países, sem nenhuma condicionalidade.

O novo acordo automotivo reduz a exigência mínima de conteúdo regional de 60% para 50%. Também haverá cotas máximas de unidades para carros híbridos e categorias premium. 

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