Brasil e Argentina assinam oito acordos e falam de união

O documento conhecido como consenso de Buenos Aires foi assinado nesta manhã pelos presidentes da Argentina, Nestor Kirchner, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. O texto destaca as relações internacionais, reforçando o desejo dos dois países de continuar com as negociações da rodada de Doha "em bases equilibradas e com reais perspectivas de êxito, em particular no capítulo agrícola, superando a falta de resultados concretos em Cancún". Os presidentes assinaram no total oito acordos, dentre eles o Consenso de Buenos Aires. O primeiro acordo tem por objetivo facilitar a legalização de documentos públicos. O segundo, facilitar as atividades empresariais. O terceiro visa ao estabelecimento permanente de informações sobre circulação e tráfego de armas de fogo, explosivos e outras armas. O quarto acordo cria a comissão de monitoramento de comércio bilateral entre Brasil e Argentina. O quinto trata da cooperação na área de defesa da concorrência e de leis de defesa e concorrência. O sexto visa a uma declaração sobre água e pobreza. O sétimo acordo foi o Consenso de Buenos Aires e o último trata-se de uma declaração conjunta dos presidentes.Presidentes falam de união"Essa integração de corpo e alma, respeitando a soberania de cada país, é vista por mim como uma prioridade dos meus quatros anos de mandato", afirmou o presidente Lula, que lembrou que esta é a quinta vez que visita a Argentina. Em duas vezes anteriores, Lula fez passeata junto com as mães da Praça de Maio, exigindo Justiça num tempo em que as mães não eram recebidas pelo governo."Nossa relação não deverá ser afetada por mesquinharias", disse o presidente da Argentina, numa referência indireta, porém sem citar nomes, à pressão exercida pelos Estados Unidos sobre os membros do antigo G-22, agora denominado G-X. Para Kirchner, a excessiva concentração econômica, a pobreza e as dívidas são a prova de que a Argentina foi "um mau exemplo da globalização". Ele destacou, ainda, que é hora de fortalecer o multilateralismo e o papel da ONU.

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