Brasil e Argentina assinarão amanhã 20 acordos de cooperação

Brasil e Argentina assinarão amanhã, durante as comemorações do Dia da Amizade entre os dois países, em Puerto Iguazú, mais de vinte acordos de cooperação. Segundo o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, José Eduardo Martins Felício, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Nestor Kirchner, assinarão uma declaração conjunta sobre política nuclear, na qual mantêm o compromisso com a paz e a defesa do desarmamento e da não proliferação, mas sem prescindir do uso de uma fonte de energia importante. Os presidentes também assinarão o Compromisso de Puerto Iguazú no qual renovarão a determinação de aprofundar a relação bilateral. Os demais acordos devem ser assinados pelos ministros de estado de cada área. Entre eles, o de cooperação espacial para desenvolvimento conjunto de satélite para coleta de dados, outro na área de telecomunicações, e os demais nas áreas de defesa, energia elétrica, educação e cultura. Além disso, segundo Felício, deve ser assinado um acordo bilateral possibilitando a residência de nacionais, o que significa que brasileiros e argentinos que queiram morar no país vizinho poderão também trabalhar. Marco inicial O subsecretário explicou que os ex-presidentes do Brasil,José Sarney, e da Argentina Raúl Alfonsín também estarão presentes ao encontro de Lula e Kirchner, em comemoração aos 20 anos da assinatura da Declaração do Iguaçú. O subsecretário-geral da América do Sul explicou que o acordo assinado por Sarney e Alfonsín foi um marco inicial para a aproximação bilateral. Felício disse ainda que a instituição de salvaguardas contra produtos brasileiros, que estão sendo negociadas a pedido da Argentina, não devem fazer parte das conversas de amanhã. Ele acredita que ainda existe um processo de negociação que não tem prazo para ser concluído. Segundo ele, a proposta de salvaguardas não deve ser concluída há tempo, nem mesmo para o encontro do Mercosul que será no dia 9 de dezembro, em Montevidéu. "Não acredito que as negociações avancem até lá", disse. Segundo ele, na última quinta-feira a Argentina apresentou uma contraproposta ao Brasil que ainda a está analisando.

Agencia Estado,

29 Novembro 2005 | 14h54

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