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Brasil e Argentina criam força-tarefa antiprotecionismo

Chanceler argentino, no entanto, afirmou que restrição a produtos brasileiros será mantida.

Fabrícia Peixoto, BBC

18 de fevereiro de 2009 | 06h18

Representantes dos governos do Brasil e da Argentina anunciaram nesta terça-feira a criação de um grupo de trabalho cujo objetivo é encontrar soluções "criativas" para evitar a adoção de medidas protecionistas no comércio entre os dois países.O anúncio foi feito após uma reunião entre os chanceleres da Argentina, Jorge Taiana, e do Brasil, Celso Amorim, que disseram que a criação do grupo de trabalho é uma tentativa de "equilibrar" o comércio bilateral.De acordo com Amorim, a conversa de três horas na sede do Itamaraty, em Brasília, "foi franca, mas não necessariamente concordante desde o início".A Argentina vem adotando ações restritivas à entrada de produtos brasileiros no país.Após a reunião com Amorim, no entanto, o chanceler argentino, Jorge Taiana, afirmou que tais medidas serão mantidas."As regras continuam vigentes", afirmou.O ministro Celso Amorim afirmou que o Brasil "prefere não retaliar" em relação às decisões do país vizinho."O Brasil prefere não tomar essas medidas (de retaliação), por acreditar que essas medidas são contraproducentes", disse.O objetivo do governo brasileiro, segundo ele, é encontrar "formas mútuas que evitem medidas unilaterais".Amorim não detalhou as ações a serem tomadas, que envolvem, por exemplo, uma maior participação de pequenas e médias empresas na relação comercial.Segundo ele, as medidas têm características mais técnicas, que estão sendo desenvolvidas pelo Ministério da Fazenda e pelo BNDES.Amorim ainda afirmou que as dificuldades pelas quais vem passando o comércio entre os dois países são causadas pela crise econômica."Esses mecanismos de integração estão vivendo a hora da verdade. A crise está criando o teste do estresse", disse o ministro brasileiro.A crise econômica global e o comércio com outros países também foram temas da reunião.Segundo Amorim, "já é tempo de o Mercosul ter um mecanismo de defesa comercial comum, dentro das regras da OMC".Questionado sobre uma possível preocupação com a importação de produtos chineses, Amorim preferiu não se referir a nenhum país em especial. No entanto, disse que o Mercosul deve estudar uma resposta conjunta ao protecionismo nos países ricos, inclusive "inserido em pacotes econômicos".A próxima reunião entre representantes dos dois países já tem data marcada: será no dia 4 de março, com local ainda a definir.Essas reuniões, segundo Amorim, também servirão como preparação para o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Cristina Kirchner, que acontece em São Paulo, no dia 20 de março.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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