Ueslei Marcelino/Reuters
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Brasil e Argentina devem renovar acordo automotivo que vence em junho

Em reunião entre ministros e chanceleres brasileiros e argentinos, o ministro Armando Monteiro Neto disse que houve uma convergência em relação ao acordo

Lorenna Rodrigues, Agência Estado

08 Maio 2015 | 16h34

BRASÍLIA - Brasil e Argentina deverão renovar o acordo automotivo entre os dois países, que vence no dia 30 de junho. Depois de reunião entre ministros e chanceleres brasileiros e argentinos, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, disse que houve uma convergência em relação ao acordo automotivo, que deverá ser renovado com as mesmas regras atuais e por prazo superior a um ano. Ontem, o Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, antecipou que o governo brasileiro trabalharia para prorrogar o acordo nos mesmos termos. 

"Há sim uma convergência em relação à prorrogação do nosso acordo automotivo, que é um acordo extremamente equilibrado. Ao que tudo indica (será renovado) nos mesmos termos", afirmou. Monteiro falou do lado do colega argentino, o ministro da Economia, Axel Kicillof. Questionado sobre o tema, porém, Kicillof não comentou.

Segundo o ministro, a questão do conteúdo local não deverá ser discutida neste momento. Pelos termos acordados, 60% dos componentes dos veículos têm que ser produzidos dentro do Mercosul para que o automóvel possa ser exportado a países do bloco sem o pagamento de tarifa de exportação. 

A Argentina, no entanto tem dificuldades de cumprir a regra e defende a flexibilização do limite. "Há uma questão relacionada à revisão das regras de origem, mas isso não se coloca agora. Até porque o Brasil tem o regime do Inovar-Auto até o final de 2017", completou, citando o regime que também prevê regras de conteúdo local para as indústrias dentro do Brasil. 

Blocos econômicos. Monteiro Neto disse ainda que Brasil e Argentina chegaram a uma posição sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). 

O ministro, no entanto, não deu detalhes do entendimento. "Colocaremos em junho a posição de que queremos fazer a troca de oferta (com a UE) e que já temos uma posição harmonizada intrabloco", afirmou. 

Segundo Monteiro, os dois países querem, com isso, instar a União Europeia a também fazer sua oferta para um acordo entre os blocos. "Que não fique nem de longe a impressão de que o Mercosul não tem uma posição harmonizada, convergente e firme em relação ao acordo", completou.

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