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Brasil e Argentina estudam criação de nota fiscal conjunta

O Brasil e a Argentina estudam a possibilidade de criar uma nota fiscal conjunta do Mercosul, como segundo passo após a eliminação do dólar nas transações comerciais entre os dois países. A informação foi dada nesta segunda-feira pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Luiz Furlan, em Buenos Aires, onde cumpre uma extensa agenda de dois dias de reuniões com empresários e autoridades do governo argentino."O projeto de nota fiscal do Mercosul é parte de nosso objetivo de simplificação dos instrumentos de comércio exterior", disse Furlan em entrevista coletiva, concedida no final do dia na sede da Embaixada do Brasil, em Buenos Aires. "Será uma segunda fase depois da implementação da medida que permitirá a realização das transações comerciais em pesos e reais diretamente, sem a intermediação do dólar", detalhou.O assunto será discutido nesta terça-feira, durante reunião que terá com a ministra de Economia, Felisa Miceli, e faz parte de uma proposta da ministra argentina ao colega brasileiro, Guido Mantega, apresentada na última cúpula dos Presidentes do Mercosul, em julho passado, na cidade de Córdoba.Furlan disse que os estudos, "segundo informou (Guido) Mantega, serão concluídos até o final do ano para que a medida comece a ser aplicada a partir de 2007". Acompanhado por representantes de vários setores industriais do Brasil, como calçados, trigo, eletrodomésticos, automobilístico, entre outros, Furlan manteve reunião, nesta segunda-feira, com o ministro de Planejamento da Argentina, Julio De Vido. Ele informou que a missão brasileira tem o objetivo "de detectar oportunidades de negócios e investimentos" entre os dois sócios do Mercosul."Estamos mantendo contado com os setores de energia e transportes, junto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para discutir a realização de projetos de infra-estrutura", afirmou Furlan. Ele adiantou que ainda nesta segunda-feira se reunirá com os diretores da cimenteira Loma Negra, adquirida pela Camargo Correa, porque "eles terão uma reunião com o presidente (Néstor) Kirchner e o ministro (Julio) De Vido na próxima semana, onde pretendem anunciar novos investimentos".

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