Brasil e Argentina exigem do FMI superávit flexível

O Brasil e a Argentina decidiram hoje no Rio conduzir as negociações com os organismos multilaterais de crédito, entre eles o FMI, de forma a assegurar um superávit primário e outras medidas econômicas que não comprometam o crescimento e garantam uma dívida externa sustentável, de modo a preservar os investimentos em infra-estrutura. A defesa do superávit flexível é uma das principais decisões incluídas na declaração sobre a cooperação para o crescimento econômico brasileiro e argentino assinado hoje pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nestor Kircher, no Rio de Janeiro. Em entrevista publicada hoje no jornal argentino Clarín, a diretora-gerente interina do Fundo, Anne Krueger, afirma que 3% de superávit fiscal é o piso e não o limite máximo estipulado no acordo fechado na semana passada com a Argentina. Ele deixa exposta a opinião de que ou a Argentina aumenta o superávit ou a guerra com o FMI será inevitável. A "dama de ferro" do FMI, como os argentinos a chamam, disse que Kirchner precisa "esfriar a retórica". Ao comentar hoje a entrevista da chefe do FMI, o ministro do Interior, Aníbal Fernández, o segundo homem no governo, disse que a Argentina não abrirá mão da decisão de manter um superávit de 3% anual.

Agencia Estado,

16 Março 2004 | 13h35

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