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Brasil e Argentina fazem acordo para o setor automotivo

Novo regulamento unifica regras técnicas para a produção de veículos, o que deve reduzir custos da indústria

Reuters

25 Agosto 2018 | 04h00

Brasil e Argentina assinaram nesta sexta-feira, 24, um acordo para alinhar especificações técnicas de veículos produzidos nos dois países, o que pode reduzir custos do setor automotivo.

Segundo Igor Calvet, secretário de desenvolvimento e competitividade industrial do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a convergência regulatória pode levar cerca de dois anos para ser concluída.

Atualmente, veículos exportados do Brasil para a Argentina têm características técnicas que impedem que uma montadora possa vendê-los também aqui. Isso tira flexibilidade das fabricantes para se movimentar de acordo com a demanda do mercado. “É uma facilitação que visa a incrementar os fluxos de comércio entre os dois países”, disse Calvet.

Segundo o ministro do Mdic, Marcos Jorge de Lima, o primeiro grupo de trabalho formado terá até seis meses para entregar um regulamento comum aos países. Outros temas serão discutidos posteriormente. O plano inclui itens de segurança, níveis de emissões sonoras e de poluentes, eficiência energética e especificação de autopeças.

Principal mercado externo de veículos produzidos no Brasil, a Argentina viu as vendas de veículos caírem em julho quase 16% em relação a junho e 35,5% sobre um ano antes, segundo a associação local de montadoras, a Adefa. No acumulado do ano, as vendas caíram 4%, somando 468,24 mil unidades vendidas.

No começo do mês de agosto, uma fonte envolvida nas conversas disse que as negociações para um acordo de livre-comércio de veículos entre os dois países está travada por causa da crise econômica na Argentina. O atual acordo vale até 2020.

Marcos Jorge de Lima disse que combinou com o ministro da produção da Argentina, Dante Sica, que as equipes técnicas dos dois países se reunirão para analisar o cenário do mercado automotivo.

“Do lado do governo brasileiro, entendemos que não adianta fazermos um esforço antecipado sem termos reais condições de querer avançar para o livre-comércio”, afirmou, salientando ser possível uma decisão a esse respeito ainda em 2018.

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