Brasil e Argentina prorrogam por 60 dias acordo automotivo

O acordo automotivo entre Brasil e Argentina será prorrogado por 60 dias, segundo foi acertado nesta terça, por contatos telefônicos, entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, e o secretário da Indústria do Ministério da Economia da Argentina, Miguel Peirano. O regime automotivo acabaria no próximo dia 31 e, a partir daí, começaria a vigorar o livre comércio.A Argentina, no entanto, defendia o adiamento do livre comércio por mais dois anos para que sua indústria pudesse se preparar para a concorrência de mercado e ainda propôs negociar um novo acordo que endureceria as regras para as montadoras brasileiras.Diante do impasse, o Brasil propôs uma prorrogação do atual acordo por seis meses até que se fechasse os novos parâmetros do regime automotivo. Na semana passada, no entanto, em uma reunião no Rio de Janeiro, Peirano voltou atrás e não aceitou a prorrogação por mais um semestre. O recuo da Argentina deixou os negociadores brasileiros preocupados com a situação do comércio bilateral a partir de 1º de janeiro. Desde então, as negociações estão acontecendo por telefone e foi cogitada a possibilidade de técnicos brasileiros irem a Buenos Aires esta semana.O impasse levou inclusive o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, que está de férias, a tentar um contato com a ministra da Economia da Argentina, Felicia Miceli.As regras atuais estabelecem que, para cada US$ 2,6 exportados pelo Brasil para a Argentina, o Brasil é obrigado a importar US$ 1 de produtos automotivos da Argentina.O governo argentino, além de querer reduzir essa proporção, pleiteava que o mecanismo fosse estabelecido por empresa do setor automotivo e não mais uma meta geral do país.

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