Brasil e Argentina são mais vulneráveis da América Latina, diz BID

Brasil e Argentina são, em períodos de crise, duas das economias latino-americanas mais "vulneráveis" do continente, diante de outras, como Chile, que sofrem mais as "brecadas econômicas" mas as aguentam melhor, disse hoje em Madri, o economista chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Guillermo Calvo.Durante participação na apresentação do "Observatório da América Latina", que analisará as mudanças de ciclo que se produzem nas economias do continente americano, Calvo afirmou que, do ponto de vista político, se deveria estudar como reduzir a vulnerabilidade de certos países em momentos de crise ou diante de problemas de instabilidade financeira.Em reportagem do jornal Ámbito Financiero o economista chefe do BID fez referências à que desde 1989 o fluxo de capitais aos chamados "países emergentes", as economias latino-americanas, Ásia e Leste Europeu, principalmente, foi crescendo até que começaram as crises de 1997 e 1998. Diante dessa situação, um dos países que mais "sofreu a freiada recente" foi Chile que pode superá-lo, enquanto que Argentina demonstrou a vulnerabilidade econômica por causa da debilidade financeira e da forte "dolarização", ou seja, o forte peso do dólar na dívida externa e no funcionamento interno.Calvo indicou que outro dos fatores que influenciam na vulnerabilidade de uma economia é a escassa abertura, de modo que se o país produz poucos bens exportáveis, quando se exige o pagamento da dívida externa não tem capacidade para pagá-la com os ingressos das exportações, casos de Argentina e Brasil.Diante destes casos, há economias muito menos vulneráveis como Chile, "que é um país forte", Perú, que "cresce com força", ou Equador, que está em uma "situação delicada", mas evolui favoravelmente, disse o economista.

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