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Brasil e Argentina vão reduzir barreiras comerciais

"O Brasil e a Argentina tomarão as medidas necessárias para eliminar as restrições comerciais que ainda existem entre os dois países." O anúncio foi feito em Buenos Aires pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Sérgio Amaral, que se reuniu nesta quinta-feira com o ministro da Produção da Argentina, Ignacio De Mendiguren.A visita foi carregada de alto conteúdo político, para mostrar o respaldo brasileiro à Argentina, que está mergulhada em uma profunda crise social, financeira e econômica. "Nós queremos que o Mercosul funcione", sustentou Amaral.O ministro também afirmou que os dois governos estão preparando, ainda sem data definida, uma visita do presidente Eduardo Duhalde ao Brasil. Não foram definidos prazos para "limpar a mesa", como disse Amaral, que também expressou que espera que isso aconteça "o mais rápido possível".As equipes dos dois países começaram nesta quinta a preparar a agenda da liberalização do comércio e da intensificação da integração. Segundo Amaral, dentro do processo de liberalização, os dois países planejam revisar os processos anti-dopping e as salvaguardas comerciais."Todo este tipo de medidas já não faz mais sentido, já que a Argentina desvalorizou sua moeda". Em declarações aos correspondentes brasileiros na capital argentina, o ministro explicou que o regime automotivo é um dos principais pontos do comercio entre os dois países a ser liberalizado.Segundo Amaral, o comércio automotivo entre o Brasil e a Argentina poderia ser mais intenso se não fossem as restrições. O ministro alertou para o fato de que as restrições automotivas dentro do Mercosul podem favorecer indústrias de outros blocos comerciais, como a União Européia, especialmente as de autopeças."Tendo em vista que a economia argetina ainda não se recuperou, o cenário mais provável é que o superávit comercial da Argentina com o Brasil seja ainda maior este ano", admitiu Amaral. No entanto, segundo ele, este saldo favorável para a Argentina, "não nos preocupa".O principal sócio brasileiro no Mercosul tem superávit com o Brasil desde 1994. O ministro também explicou que as equipes dos dois países, junto com algumas das principais lideranças empresariais, analisarão a integração das cadeias produtivas, como joint-ventures, parcerias e promoções conjuntas no exterior.Segundo o ministro, os setores de madeireiras e indústria de móveis já estão analisando as possibilidades. Além disso, empresários da indústria têxtil também estão definindo uma revisão das salvaguardas, além de estratégias para a conquista de novos mercados extra-Mercosul, de forma conjunta.Isto ocorreria principalmente na área da confecção. O ministro descartou a possibilidade de que empresas brasileiras estejam planejando a compra de indústrias argentinas, que, no momento, estão sendo vendidas a preços muito baixos. "Não existe esse pensamento. Queremos uma indústria argentina forte".Milton Seligman, diretor de Relações Corporativas da AMBEV, e um dos integrantes da missão de empresários que acompanhou Amaral, negou os rumores que circulavam em Buenos Aires de que a empresa esteja em negociações para comprar a cervejaria Quilmes, a maior da Argentina.

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