Brasil e Bolívia negociam revisão de contrato sobre gás

O governo brasileiro retoma hoje em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, a negociação para rever o contrato de compra e venda de gás natural entre os dois países. Pelo Brasil, os principais representantes na negociação o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Maurício Tolmasquim, e o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer. Pela Bolívia, estão executivos da estatal YPBF e do Ministério de Hidrocarbonetos. A principal cláusula que o Brasil pretende negociar é de ´take or pay´, que obriga o pagamento de 63% do valor da commodity, mesmo quando o gás não é inteiramente consumido. Mas as negociações também devem incluir a prorrogação por mais dez anos do contrato de fornecimento de gás boliviano. O prazo passaria a vencer em 2029, e não mais em 2019. "Hoje toda a discussão sobre a expansão do gás natural no Brasil esbarra na questão de preços. É imprescindível avançar nestas negociações", afirmou Ildo Sauer. O diretor da Petrobras também espera para hoje a resposta do banco japonês Japan Bank Union para o financiamento de 40% do projeto de expansão da malha de gasodutos, orçado em US$ 1 bilhão. O BNDES já aprovou linha de crédito para o projeto em torno de 25% do valor total. As negociações em Santa Cruz devem terminar somente amanhã, dia 2.

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