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Brasil e Bolívia podem se unir para explorar petróleo

Quatro áreas serão destinadas a joint venture com a Petrobrás, diz ?La Razón?

Lu Aiko Otta, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

O Brasil analisa a possibilidade de explorar petróleo em quatro novas áreas na Bolívia, segundo informaram ontem fontes do governo brasileiro. Na próxima semana, uma equipe da Petrobrás irá ao país para discutir o projeto. Porém, ainda não está certo se ele será levado adiante, ao contrário do que informou ontem a imprensa boliviana.O jornal La Razón afirma, citando fontes do Executivo local, que a nova associação Brasil-Bolívia será anunciada durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, em 12 de dezembro. A Petrobrás e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) fariam uma joint venture para explorar as áreas de Astillero, Carohuaicho, Cedro e Huacareta. Segundo o diário, a Petrobrás também estaria interessada em explorar o campo de Itaú, depois da compra de um pacote acionário da empresa francesa Total, que atualmente tem a concessão no país.Lula pretende, de fato, anunciar novos projetos além da retomada dos investimentos da Petrobrás nos campos de San Alberto e San Antonio, em Tarija. Ele próprio informou, no início do mês, após reunir-se com o presidente da Bolívia, Evo Morales, que iria ao país vizinho com um grupo de empresários. Foi retomada a idéia de instalar um pólo gasoquímico próximo à fronteira entre os dois países. Esse projeto estava suspenso desde a aprovação da nova lei dos hidrocarbonetos boliviana, que permitiu a nacionalização das reservas de gás do país.Ontem o embaixador do Brasil na Bolívia, Frederico Cézar de Araújo, disse à imprensa que nos próximos dias grupos técnicos de ambos os países vão se reunir na cidade de Santa Cruz de la Sierra "para ver como podem prosseguir com a decisão de investimento da Petrobrás"."O Brasil realizará novos investimentos para também participar na venda de gás à Argentina, pela qual a YPFB se comprometeu a enviar 27,7 milhões de metros cúbicos diários de gás à Argentina a partir de 2011", revelou uma fonte do executivo boliviano ao La Razón."A YPFB também conseguiu a aceitação por parte da Petrobrás de pagar pelos gases liquefeitos (GLP e gasolina natural) que acompanham o gás exportado para o Brasil", diz o jornal. A estatal brasileira, segundo La Razón, havia condicionado o pagamento, e em troca buscava que a YPFB lhe permitisse produzir gás somente para o mercado brasileiro e não para o mercado interno, tal como o estabelece a Resolução Ministerial 255, que obriga todas as petrolíferas em operação no país a satisfazerem primeiro a demanda doméstica. A Petrobrás destinou 3,6 milhões de metros cúbicos de gás para o mercado boliviano, segundo o jornal. Com isso, pode exportar para o Brasil um máximo de 31,5 milhões de metros cúbicos.

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