Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Brasil e Bolívia podem se unir para explorar petróleo

O Brasil analisa a possibilidade de explorar petróleo em quatro novas áreas na Bolívia, segundo informaram ontem fontes do governo brasileiro. Na próxima semana, uma equipe da Petrobras irá ao país para discutir o projeto. Porém, ainda não está certo se ele será levado adiante, ao contrário do que informou ontem a imprensa boliviana.O jornal La Razón afirma, citando fontes do Executivo local, que a nova associação Brasil-Bolívia será anunciada durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, em 12 de dezembro. A Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) fariam uma joint venture para explorar as áreas de Astillero, Carohuaicho, Cedro e Huacareta. Segundo o diário, a Petrobrás também estaria interessada em explorar o campo de Itaú, depois da compra de um pacote acionário da empresa francesa Total, que atualmente tem a concessão no país.Lula pretende, de fato, anunciar novos projetos além da retomada dos investimentos da Petrobrás nos campos de San Alberto e San Antonio, em Tarija. Ele próprio informou, no início do mês, após reunir-se com o presidente da Bolívia, Evo Morales, que iria ao país vizinho com um grupo de empresários. Foi retomada a idéia de instalar um pólo gasoquímico próximo à fronteira entre os dois países. Esse projeto estava suspenso desde a aprovação da nova lei dos hidrocarbonetos boliviana, que permitiu a nacionalização das reservas de gás do país.Ontem o embaixador do Brasil na Bolívia, Frederico Cézar de Araújo, disse à imprensa que nos próximos dias grupos técnicos de ambos os países vão se reunir na cidade de Santa Cruz de la Sierra ?para ver como podem prosseguir com a decisão de investimento da Petrobrás?. ?O Brasil realizará novos investimentos para também participar na venda de gás à Argentina, pela qual a YPFB se comprometeu a enviar 27,7 milhões de metros cúbicos diários de gás à Argentina a partir de 2011?, revelou uma fonte do executivo boliviano ao La Razón. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

24 de novembro de 2007 | 09h20

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.