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Brasil é bom modelo em transferência de renda, diz Zoellick

Presidente do Banco Mundial afirma que a instituição quer se beneficiar com experiências dos países

NALU FERNANDES, Agencia Estado

18 de outubro de 2007 | 13h42

No Brasil, o programa de transferência de renda é "bom modelo" na área de crescimento e desenvolvimento, sendo um exemplo de atuação conjunta de parceria firmada entre Banco Mundial e países individualmente, de acordo com presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. Em entrevista em Washington, o executivo afirmou que o Bird quer se beneficiar com experiências dos países, como é o caso do exemplo do Brasil, atendendo as necessidades individuais como "se fossem clientes". "Precisamos fortalecer nossa parceria com países para atender o que precisam. Uns precisam de mais serviços, outros de mais financiamento", exemplificou. O presidente, que está assumindo o cargo no Bird, reconhece que "não há uma fórmula que serve para todas as circunstâncias. É preciso customizar (os serviços oferecidos)". Emergentes Zoellick afirmou também que o Banco Mundial busca estabelecer uma estratégia de atuação mais próxima aos países emergentes. Segundo ele, há um papel crítico para países que ficam dentro do espectro compreendido entre países desenvolvidos e os mais pobres, sem se encaixar em nenhuma destas duas classificações. O executivo vê necessidade de desenvolver uma parceria mais forte, em parte para servir a estes países, pois alguns deles tem "grandes talentos", reconhece. Ele destacou que China e Índia, somados a outros países que pegam financiamento do Bird, representam 70% dos pobres, com renda inferior a US$ 2 por dia.  Além disso, observou a necessidade de "fortalecer a parceria" do banco com os emergentes, em assuntos como energia e ambiente, como é do interesse do Brasil com bicombustível, bem como em outros temas que interessem a diferentes países. Ao ser questionado sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre organismos multilaterais durante a visita ao continente africano, Zoellick disse que ficou satisfeito ao saber que Lula esteve na África. "Estou satisfeito, baseado em qualquer experiência ou ajuste, os países africanos estão entusiasmados" para trabalhar, ponderou.Ele afirmou que teve, antes de assumir o cargo no Bird, um encontro com o presidente Lula, em Brasília, e acrescentou que verá o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta, em Washington, e que deve conversar também sobre desenvolvimento de infra-estrutura na América do Sul.

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