Brasil e Chile prometem atuar juntos na OMC

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Ricardo Lagos, do Chile, concordaram nesta terça-feira em manter suas ambições em relação ao capítulo agrícola na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Cancún, no México, daqui a três semanas. Com o acerto, os presidentes deram mais um impulso para levar adiante uma proposta alternativa à apresentada pelos Estados Unidos e a União Européia, além de buscar apoio entre os países em desenvolvimento.No plano bilateral, os presidentes Lagos e Lula concordaram em aprofundar o acordo de livre comércio fechado pelo Mercosul e o Chile em 1996, o mesmo que criou as bases para que o Chile se tornasse um associado ao bloco. ?O Chile tem um papel importante no nosso projeto de uma América do Sul integrada?, afirmou Lula, em uma declaração logo depois do encontro.Segundo o embaixador Clodoaldo Hugueney, subsecretário-geral de Assuntos de Integração, Econômicos e de Comércio Exterior do Itamaraty, a missão do Brasil em Genebra, onde está a sede da OMC, está concentrada na elaboração de uma fórmula para o capítulo agrícola que seja capaz de obter consenso entre os países em desenvolvimento. ?A Rodada Doha somente avançará se houver um documento sobre agricultura que seja representativo do interesse de todos, algo que não caracteriza a proposta dos americanos e europeus.?Brasil e o Chile assinalaram que não pretendem recuar nos três objetivos para a agricultura traçados na Declaração de Doha, assinada em 2001 e que deu a partida para a nova rodada multilateral. O primeiro é a eliminação total dos subsídios às exportações do setor. O outro é a redução de todos os tipos de apoio interno aos produtores, inclusive aqueles embutidos nas condições de acesso ao crédito. O terceiro é a redução substancial de tarifas de importação e de barreiras não tarifárias para bens agropecuários.

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