Brasil e China estão "se desapaixonando", diz Economist

Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira, a revista britânica The Economist afirma que Brasil e China estão "se desapaixonando". Segundo a reportagem, o ponto alto da relação entre os dois países foi em novembro do ano passado, quando o presidente chinês Hu Jintao visitou o Brasil, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva previu que o comércio com a China iria chegar a US$ 20 bilhões em três anos."Mas a euforia já deu lugar para o crescente medo dos produtos chineses, o desapontamento com o ritmo de investimento e a raiva brasileira com o governo, que teria enfraquecido as defesas comerciais do País sem ganhar muito em troca."A revista afirma que o Brasil continua exportando, basicamente, produtos primários agrícolas para a China, enquanto importa produtos industrializados, sem salvaguardar o próprio mercado. Ela cita também a rejeição da China à proposta do G4 para ampliar o Conselho de Segurança da ONU, mas afirma que a oposição é ao Japão, considerado um rival do país, e não ao Brasil.Para a Economist, apesar disso, os dois países ainda podem se beneficiar da relação, que provavelmente deve mudar a cara da indústria brasileira.

Agencia Estado,

05 de agosto de 2005 | 10h26

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