Brasil e China iniciam substituição do dólar

O Brasil iniciou os trabalhos para a implementação de moedas locais e a substituição do dólar nas exportações com seu maior parceiro comercial: a China. Ontem, na Basileia, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reuniu-se com o presidente do BC chinês, Zhu Xiaochuan, para iniciar o processo. O objetivo é dispensar gradativamente a moeda americana nas relações bilaterais e, assim, reduzir a volatilidade nas transações. No médio prazo, a esperança do Brasil é de que alguns produtos comecem a ser cotados não mais em dólares, mas em moedas locais. "Acertamos o início dos estudos para a implementação do comércio em moeda local", afirmou Meirelles, que está na Basileia para encontros no Banco de Compensações Internacionais. "Vamos sair gradativamente do dólar como moeda do comércio entre os dois países". O Brasil já conta com o mesmo mecanismo no comércio com a Argentina e vai adotar o sistema com o Uruguai até setembro. No comércio com a Argentina, o mecanismo responde até agora por menos de 1% do comércio bilateral. Com a China, que este ano se transformou no maior parceiro comercial do Brasil, a decisão política já foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em recente viagem à China e reconfirmada na primeira reunião de cúpula dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), há duas semanas.

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