EFE/YONHAPNEWS
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Brasil e Coreia do Sul assinam acordo que incentiva crédito à mineração

Eximbank financiará até R$ 2 bi em projetos da Vale; as presidentes dos dois países também assinaram atos de cooperação para transferência de tecnologia entre empresas e instituições acadêmicas

Daiene Cardoso e Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

24 Abril 2015 | 13h59


BRASÍLIA - Brasil e Coreia do Sul assinaram nesta sexta-feira, 24, atos de cooperação durante visita de Estado da presidente da República da Coreia do Sul, Park Geun-hye. Entre os acordos, foi assinado um memorando de entendimento entre a companhia Vale e o banco Korea Eximbank. Segundo informações do governo brasileiro, entre os princípios gerais de cooperação na área de projeto de infraestrutura está o "desejo do Eximbank de prover até US$ 2 bilhões em financiamento a projetos da Vale envolvendo empresas coreanas".

Foram assinados acordos pelos ministros dos dois países nas áreas de ciência e tecnologia, tributação, micro e pequena empresa, desenvolvimento, indústria e comércio exterior, saúde, trabalho e cooperação nuclear. 

Os acordo bilaterais envolvem formas para evitar evasão de divisas e dupla tributação de impostos sobre renda; comercialização tecnológica; transferência de tecnologia entre empresas, instituições acadêmicas e institutos de pesquisa; fomento de projetos para ensino de programação de software; intercâmbio de startups e de pesquisadores; promoção de projetos de pesquisa em conjunto e economia criativa.

A empresa sul-coreana de equipamentos eletrônicos Samsung também firmou acordo de cinco anos envolvendo apoio a startups e uma cooperação no valor de US$ 5 milhões no projeto de facilitação de comunicação entre a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Centro de Economia Criativa e Inovação (CCEI) em Daegu.

Durante assinatura dos atos, a presidente Dilma Rousseff destacou o próspero comercio bilateral entre os dois países e reiterou o interesse do governo brasileiro em promover a abertura do mercado sul-coreano para a carne de Santa Catarina. 

Dilma enfatizou o próspero comércio entre os países, "apesar dos efeitos negativos da crise" e disse que a relação comercial cresce de maneira sustentada. Ela lembrou que o Brasil é o maior parceiro comercial da Coreia do Sul na América Latina. "Há espaço para novos esforços com vistas a diversificação do comércio bilateral", declarou.

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