Brasil e EUA firmam acordo que deve ampliar vôos

Os Estados Unidos e o Brasil concluíram um acordo que possibilitará um aumento de quase 50% nos vôos de passageiros entre os dois países, além de eliminar as restrições sobre o número de empresas aéreas que podem operar entre os dois países. A informação foi dada hoje pela secretária de Transportes dos EUA, Mary E. Peters. "Este acordo vai permitir às empresas aéreas atender à crescente demanda por serviços de passageiros e cargas entre os Estados Unidos e o Brasil", disse a secretária, em nota.A partir de agora, qualquer número de empresas dos Estados Unidos e do Brasil pode operar vôos entre os dois países, eliminando assim a restrição de somente quatro empresas aéreas de cada lado. O acordo também permitirá, em quatro etapas, entre julho de 2008 e outubro de 2010, que as empresas de cada país aumentem o número de vôos semanais de passageiros de 105 para 154 entre os Estados Unidos e o Brasil.O acordo também permitirá a expansão dos serviços de carga entre os dois países. O número de vôos de carga semanais terá um aumento imediato de 24 para 35, depois para 42, em 2010. Além disso, o acordo permite o aumento de vôos charter de carga de 750 por ano para 1.000 imediatamente e para 1.250 em 2010. As companhias aéreas de carga dos Estados Unidos poderão transferir carga diretamente de aeronaves para caminhões para entregas porta-a-porta no Brasil.O acordo estabelece que as empresas aéreas de carga americanas podem operar em cinco novas cidades no Brasil - Fortaleza, Curitiba e três outras a serem selecionadas pelos Estados Unidos. Atualmente, American Airlines, Continental Airlines, Delta Air Lines e United Airlines operam vôos entre os Estados Unidos e São Paulo e Rio de Janeiro.O acordo permite ainda, pela primeira vez, que empresas americanas e brasileiras forneçam certos tipos de serviços de compartilhamento de vôos (code share) com suas empresas aéreas parceiras em terceiros países.As delegações concordaram em aplicar os termos do acordo em bases recíprocas até que o mesmo seja efetivado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.