Brasil e EUA selam acordo do algodão

Depois de sete anos de disputa, os Estados Unidos aceitaram pagar uma compensação milionária para os produtores brasileiros de algodão. Mas o obstáculo agora é interno. Não existe, por enquanto, uma conta onde o dinheiro será depositado. Brasil e EUA concluíram ontem um memorando de entendimento que vai suspender por 60 dias as retaliações brasileiras contra produtos americanos. Enquanto não reformam os subsídios condenados pela Organização Mundial do Comércio (OMC), os EUA criarão um fundo de US$ 147 milhões por ano para os produtores brasileiros.

AE, Agencia Estado

21 de abril de 2010 | 09h42

O projeto era estabelecer um instituto que gerenciaria os recursos, com três representantes privados, três do setor público e um presidente do setor de algodão. Os produtores temem que o dinheiro se perca na burocracia se o instituto for público. A Advocacia Geral da União (AGU), no entanto, deu um parecer impedindo que o governo participasse de uma instituição privada. O Ministério da Fazenda também não concordou. Mas a administração Barack Obama insiste que cabe ao governo brasileiro garantir a transparência da utilização dos recursos.

A expectativa inicial do Brasil era de que os americanos fizessem o primeiro depósito de uma parcela desse dinheiro antes de adiar a retaliação. Mas, sem conta, sem instituto e sem uma definição de como o dinheiro será administrado, os recursos não chegarão por enquanto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
comércio exterioralgodãoBrasilEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.