Brasil e EUA terão diálogo sobre bioterrorismo, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse que os governos do Brasil e Estados Unidos acordaram em manter um diálogo permanente sobre as novas regras americanas de combate ao bioterrorismo. "Queremos aplainar o caminho para evitar que uma medida justificável para efeitos de terrorismo se transforme em medida protecionista, em barreira não tarifária", disse Furlan, em Goiânia, onde participa do XXI Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Uma possibilidade, disse Furlan, é fazer com que os produtos brasileiros sejam inspecionados nos portos do Brasil.O ministro disse que o governo está fazendo um levantamento sobre as intenções de investimento do setor privado brasileiro. Furlan comentou que tanto ele quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm recebido informações sobre intenções de investimento, e a idéia é ter um número mais consolidado ao final do ano. Segundo o ministro, boa parte dos investimentos são voltados à exportação, como é o caso de uma fábrica de papel e outra de café solúvel. Furlan disse que a reativação do mercado interno e a retomada do crescimento sustentado são grandes desafios da política econômica no presente. Luiz Fernando Furlan, disse que a decisão da União Européia em rever a Política Agrícola comum (PAC) "destravou" as negociações entre Mercosul e o bloco europeu, "mas não se sabe em que profundidade". Na sua opinião, a negociação Mercosul-UE é mais fácil do que a da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), porque enquanto a primeira envolve dois atores, a Alca abrange 34 países, tornando a negociação "muito mais complexa". Ele disse, porém, que as duas negociações são importantes para o País.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.