Brasil e FMI tomarão decisão conjunta sobre acordo, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato, discutiram hoje, durante o encontro do G7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo), um novo acordo de apoio financeiro ao Brasil. "Conversamos sobre isso (novo acordo) e no mês de março vamos tomar uma decisão conjunta, que possa ser positiva para o Brasil e para o Fundo", disse Palocci a jornalistas."O FMI está demonstrando uma grande disposição para fazer aquilo que o Brasil achar necessário para o próximo período." Segundo o ministro, Rato e outras autoridades do Fundo têm dito que o "FMI não faltará às necessidades do Brasil".Palocci reiterou que a decisão final de renovar ou não o programa do País com o FMI somente será anunciada pelo governo brasileiro em março. Mas o tema já vem sendo negociado por técnicos dos dois lados. Nas próximas segunda-feira e terça-feira, por exemplo, o secretário do Tesouro, Joaquim Levy, que acompanhou Palocci no encontro do G7, se reunirá com técnicos do Fundo em Washington. Fontes do Fundo afirmam que um possível acordo disponibilizaria recursos que somente seriam sacados pelo Brasil em caso de emergência."Estamos fazendo uma análise final para essa posição", disse Palocci. Segundo ele, é preciso avaliar se o País tem necessidade da manutenção do apoio do Fundo. "Quando fizemos o atual acordo, tínhamos uma meta de crescimento, de redução de vulnerabilidade, e um objetivo de fazermos que esse acordo fosse preventivo na prática. E conseguimos isso", disse.Ele lembrou que o país encerra o atual acordo sem sacar um centavo dos US$ 14 bilhões disponibilizados. Segundo ele, isso "já é uma conquista para o Brasil, uma redução de compromissos futuros do País" e indica que o Brasil tem condições de promover um período de aperfeiçoamento de suas políticas, tendo sempre o Fundo como um parceiro importante.Recado ao G7Durante café da manhã com os ministros das finanças do G7, Palocci voltou a defender a criação, pelo FMI, de um empréstimo preventivo para reduzir a vulnerabilidade de países emergentes. Segundo Palocci, as atuais regras para acordos preventivos do FMI foram desenhadas para crises na conta corrente e por isso são inadequadas para a prevenção de problemas na conta de capital.

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