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Brasil e Índia vão pressionar China no G-20

O Brasil e a Índia vão se unir aos Estados Unidos para pressionar a China durante o encontro do G-20 - o grupo das 20 maiores economias do mundo, que começa hoje, em Paris. Os países querem que o país asiático desvalorize o yuan em um ritmo mais rápido, disse uma fonte. "Os três países formaram um pacto não oficial para expressar seu desapontamento", afirmou. No entanto, a China resiste à pressão.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2011 | 10h37

A fonte declarou ainda que será a primeira vez que a Índia e o Brasil criticam publicamente Pequim por sua política cambial. A China está acostumada com a pressão dos EUA, mas considera-se um líder e um aliado do mundo em desenvolvimento. Como melhorar a coordenação global das políticas monetárias é um dos principais temas sobre a mesa nas reuniões do G-20. No centro das negociações está a moeda chinesa, que, segundo muitos dos parceiros comerciais da China, tem sido mantida artificialmente em patamares baixos para ajudar as exportações do país.

Os ministros de Finanças do G-20 ainda não chegaram a um acordo para estabelecer os indicadores que serão usados para avaliar se os países estão adotando políticas que causam desequilíbrios na economia mundial, afirmaram as fontes. Uma fonte do G-20 disse que o consenso é o de que a formação dos desequilíbrios da conta corrente do balanço de pagamentos deverá ser o principal indicador. A China se opõe a esses indicadores, porque eles poderiam abrir espaço para a censura de sua política cambial. As informações são da Dow Jones.

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