Brasil e Kirchner preocupam executivos argentinos

Uma pesquisa realizada pela Escola de Negócios da Universidade Austral, na Argentina, revela que embora as empresas tenham melhorado suas vendas no mercado interno, as boas expectativas demonstradas em junho passado caíram por terra devido à preocupação com o novo governo do presidente Néstor Kirchner e com o mal momento que atravessa a economia brasileira. Os principais motivos que inquietam os empresários pela conjuntura brasileira dizem respeito à crescente dívida pública do sócio, às altas taxas de juros e a demora na aprovação das reformas estruturais. Dos 110 executivos entrevistados, 72% acreditam que a situação econômica do Brasil não vai melhorar a médio prazo. Em termos da economia real argentina, 56% incrementaram suas vendas internas ante 28% de crescimento no mês passado. Somente 10% responderam que as vendas caíram, enquanto que essa cifra anterior foi de 12%. Apesar do aumento nas vendas, 53% dos entrevistados acredita que o número de empregados contratados continuará o mesmo até o final do ano, enquanto que 11% pensa que cairá, sendo que 25% planeja contratar mais pessoal. As expectativas otimistas dos executivos para os próximos três meses caíram de 80% para 56%. Somente 18% dos consultados acredita num bom clima para os negócios e os investimentos a médio prazo, a partir dos sinais do governo de Néstor Kirchner em seus primeiros meses de gestão. A porcentagem de pessimistas apresentada foi de 33% e, quase a metade, 49%, está à espera da conclusão das negociações entre o governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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