Brasil é líder mundial em expansão do setor aéreo em outubro

Enquanto crescimento médio no mundo foi de 2,1%, no Brasil essa taxa atingiu 9,8%, segundo dados da Iata

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 23h55

O Brasil registrou a maior expansão do mundo em número de passageiros em voos domésticos, superando em outubro o desempenho da China e, na avaliação de especialistas do setor, escancarando uma vez mais a necessidade de investimentos nos aeroportos nacionais.

Os dados foram divulgados ontem pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). Segundo a entidade, o mês foi marcado pelo impacto negativo do furacão Sandy, que deixou prejuízos de US$ 500 milhões para a indústria aérea mundial e causou o cancelamento de 17 mil voos.

A taxa de crescimento mundial de passageiros foi de 2,1%, uma desaceleração sobre 2011. Em relação a setembro, as empresas registraram queda no número de passageiros domésticos. O transporte de carga também sentiu um freio, com uma alta de 3,5%, abaixo dos quase 5% de setembro.

"A desaceleração do comércio mundial e a fragilização da confiança de empresários está afetando a demanda no setor aéreo, enquanto o furacão Sandy acabou dando um golpe no mercado americano, com impacto global", indicou Tony Tyler,diretor-geral da Iata. No que se refere às viagens internacionais, os dados apontam uma expansão de 3,2%, abaixo dos 3,4% de setembro.

No topo. No Brasil, porém, houve expansão de 9,8% no movimento de passageiros domésticos, a maior do mundo no mês de outubro. A taxa acabou contribuindo para uma expansão de 6,8% no crescimento das empresas latino-americanas.

Para a entidade, a economia brasileira da sinais de que "voltou a crescer, ajudando a manter a demanda por viagens aéreas". Em várias ocasiões, a Iata alertou que a expansão brasileira nos próximos cinco anos estará entre as maiores do mundo, o que torna os investimentos em aeroportos necessários. Os últimos números, segundo a Iata, apenas reforçam essa urgência.

O desempenho nacional foi superior ao mercado aéreo da China, que cresceu em 7,5% em outubro. Na Índia, os dados apontam para uma contração de 12,4%.

A Iata aponta que o furacão Sandy teve repercussões internacionais, com um prejuízo total de US$ 500 milhões no setor aéreo mundial. Além da queda de 1,1% no mercado americano, o furação ajudou a puxar para baixo os resultados europeus (baixa de 1,6%) e do consolidado da América do Norte (-0,9%). Mesmo na Ásia, a expansão foi modesta, de 1,1%.

No total, 17 mil voos foram cancelados em cinco dos maiores aeroportos do mundo - John F. Kennedy, Newark, LaGuardia, Washington-Dulles e Philadelphia. No auge da tormenta, 9% da capacidade do setor aéreo mundial foi impedido de voar.

"Os problemas (nos EUA) demonstraram como a indústria aérea mundial está interconectada", afirmou Tyler.

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