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Brasil é o 12º maior investidor no mundo, aponta ONU

Compra da canadense Inco pela Vale ajuda o País a superar China e Rússia em investimentos

Jamil Chade, do Estadão,

16 de outubro de 2007 | 13h38

O Brasil terminou 2006 como 12º maior investidor no mundo, superando tradicionais investidores como Suécia e Holanda, além de Rússia e China. A posição foi obtida em grande parte graças à compra da canadense Inco pela Vale do Rio Doce. Segundo o relatório anual da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre investimentos, o Brasil vive uma internacionalização de suas empresas, ainda que nenhuma delas faça parte das cem maiores multinacionais do mundo.  Leia a reportagem completa na edição desta quarta-feira do Estadão  Em 2006, os investimentos do Brasil no mundo somaram US$ 28 bilhões. A compra da Inco, pela Vale inflacionou o cálculo em US$ 17 bilhões e se tornou maior produtora de minérios em termos de valor da produção. Mas, mesmo sem o negócio, que foi considerado o quinto maior do mundo no ano passado, o Brasil ainda seria o maior investidor latino-americano. Os mexicanos investiram US$ 5,8 bilhões, contra US$ 2 bilhões de Chile, Venezuela e Argentina. Em 2005, os investimentos brasileiros haviam sido de apenas US$ 3 bilhões.  O maior investidor no mundo foi os Estados Unidos, com US$ 217 bilhões, seguido pela França, com US$ 115 bilhões e a Espanha, com US$ 90 bilhões. Juntos, os países ricos investiram quase US$ 1 trilhão, 45% a mais que em 2005. Hoje, são responsáveis por 84% dos investimentos do mundo. Segundo a ONU, o Brasil não deve repetir o desempenho em 2007. Mas isso não significa que a internacionalização esteja perdendo força. Se a compra da Inco foi a maior aquisição já feita por uma empresa latino-americana, o levantamento destaca a atividade cada vez mais agressiva no exterior de empresas como a Camargo Correa, Marcopolo, Votorantim, Odebrecht, Weg, Gerdau, e Itaú. "As companhias brasileiras começam a investir no exterior, depois de anos registrando recordes de exportação", diz o documento. Uma das estratégias é a de se aproximar dos mercados consumidores, como a Marcopolo na China. O real forte também favorece essa tendência. A falta de um crescimento doméstico mais forte também seria um motivo. Segundo a ONU, a estratégia de comprar empresas no exterior ainda é uma forma de o setor privado se consolidar e evitar ser comprado. No mercado brasileiro, empresas nacionais ainda participaram de mais da metade das fusões em 2006. "Os investimentos brasileiros tinham como principal destino as offshore. Mas nos últimos anos, os investimentos foram para outros países desenvolvidos", afirma a ONU. Em 2001, o volume para esses mercados era de apenas 13%. Em 2005, pulou para 35%, quatro vezes mais que a média dos demais países emergentes.

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