Brasil é o 38º colocado em ranking de competitividade elaborado pela Fiesp

O Brasil está na 38ª posição em um ranking de competitividade organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), numa lista que inclui 43 países que somam cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Nessa lista, o Brasil só vence as Filipinas, Turquia, Colômbia, Índia e Indonésia. E, além de perder para os principais países desenvolvidos, fica atrás de China, Rússia, Grécia, Polônia, Argentina e Chile. O País manteve a mesma posição do estudo realizado no ano passado.O estudo analisa características que influenciam a capacidade de um País atrair investimento, no curto e no longo prazos. De forma geral, os avanços que o Brasil alcançou são significativos, mas evoluem em um ritmo mais lento do que o de seus competidores, segundo a análise.As fontes de dados são os arquivos do Banco Mundial (Bird), Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização das Nações Unidas (ONU), Agência Central de Inteligência americana (CIA) e o Instituto para o Desenvolvimento da Administração. A lista de países é fixa e 83 variáveis são analisadas entre 1997 e 2005.Segundo o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o Brasil tem obtido avanços na área econômica e social, mas em velocidade insuficiente para melhorar seu nível de competitividade em relação aos países com quem compete na atração de investimentos.''''A competitividade é uma medida relativa, como uma corrida de automóvel. Às vezes, estamos correndo numa velocidade grande, mas há outros que estão correndo mais do que nós. E isso é o que está acontecendo com a competitividade mundial. Estamos avançando, mas outros avançam numa velocidade muito maior que a nossa.''''No ranking da Fiesp, os países emergentes que mais se destacaram foram Turquia, República Checa e China, além de Rússia, Hungria, Polônia e Hong Kong. De acordo com a Fiesp, esses países aumentaram a produtividade, elevaram a participação de produtos manufaturados na pauta de exportações, controlaram a inflação, reduziram gastos públicos, ampliaram investimentos em infra-estrutura e, por conseqüência, receberam mais investimentos externos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.