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Brasil é o 72º em ranking de liberdade econômica

O Brasil ocupa a 72ª posição no "Índice de Liberdade Econômica 2003" (ILE), um estudo anual elaborado pela Fundação Heritage, dos Estados Unidos, em parceria com o The Wall Street Journal, que abrange 161 países. No ranking do ano passado, o país ocupava a 79ª posição. Apesar da melhora na classificação, a ILE qualifica o Brasil como um país com uma economia "predominantemente não-livre?, que precisa ainda avançar as reformas iniciadas no governo de Fernando Henrique Cardoso.Hong Kong lidera o ranking, sendo considerada a economia mais livre do mundo devido às suas poucas barreiras tarifárias, baixa carga tributária e fortes garantias de direito à propriedade. Em segundo lugar vem Cingapura, seguida por Luxemburgo, Nova Zelândia, República da Irlanda, Dinamarca, Estônia, Estados Unidos, Austrália, e Reino Unido. O Chile é o pais latino-americano melhor colocado no ranking, na 16ª posição. O México está na 56ª e a Argentina na 68ª. Os países classificados com a menor liberdade econômica são Cuba e Coréia do Norte. Para elaborar o estudo, são considerados dez critérios, como a política comercial, carga fiscal, intervenção governamental, política monetária, investimentos estrangeiros, direitos de propriedade e regulamentação. No ranking que abrange apenas a América Latina, o Brasil também ocupa um modesto 16º lugar.Segundo os autores do estudo, o governo liderado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso implementou uma série de leis para avançar as reformas econômicas no país, mas "é necessário que mais seja feito". A economia brasileira, diz o estudo, ainda é "marcada por problemas estruturais que prejudicam as perspectivas de crescimento de longo prazo, incluindo um intricado sistema tributário, barreiras para o investimento estrangeiro em alguns setores, gerenciamento governamental da maior parte dos setores petrolífero e energético e também de uma substancial parte do sistema bancário, um judiciário fraco e excessiva burocracia". Por isso, segundo o ILE, o futuro governo "precisará avançar as reformas estruturais para abrir ainda mais a economia brasileira". O estudo salienta que o Brasil poderia expandir os seus mercados "através de acordos de livre comércio com outros países e da melhora da qualidade de seus produtos promovendo a queda de seus elevados impostos".

Agencia Estado,

12 de novembro de 2002 | 12h02

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