Brasil é o 88º em ranking de liberdade econômica

O Brasil caiu da 77ª para a 88ª posição no ranking Liberdade Econômica do Mundo elaborado anualmente pelo Fraser Institute, do Canadá. O País divide essa posição com o Equador, Haiti, Madagascar, Nigéria e Turquia. Na América Latina, o Chile (20º), Bolívia e México (ambos no 59º), entre outros, estão melhores posicionados que o Brasil, mas a Argentina ficou na 94ª posição e a Venezuela na 124ª. Entre os grandes emergentes, a Índia é a líder (66ª), seguida pela China (86ª). Myanmar é o lanterninha do ranking. O estudo avalia o grau de sustentação que as políticas e instituições de 127 países oferecem à liberdade na prática econômica, com base em cinco princípios básicos: "escolha pessoal, troca voluntária, liberdade para competir, e segurança da propriedade privada". O estudo deste ano baseou-se em dados de 2003, referentes a 38 critérios distribuídos em cinco áreas: tamanho do governo, estrutura legal e proteção dos direitos de propriedade, acesso a dinheiro, câmbio externo e regulamentação. O Brasil ficou na 50ª posição no quesito "tamanho do governo", mas na 116ª no que se refere à regulamentação do mercado trabalhista, de crédito e de ambiente para negócios. Segundo o Fraser Institute, o Brasil é um dos países que alcançaram importantes avanços em liberdade econômica desde 1985, quando ocupava a 103ª posição, mas essa trajetória tem sido marcada pela instabilidade. Os organizadores do estudo afirmam que a tendência mundial é de uma gradual melhora da liberdade econômica. Dos 109 países avaliados há dez anos, 96 registraram melhora nas suas notas, sete declinaram e seis ficaram praticamente estacionados.

Agencia Estado,

13 Setembro 2005 | 08h04

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