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'Brasil é o mercado que mais cresce para o LinkedIn', diz executivo

País já é o terceiro em número de usuários da rede social e angaria 100 mil novos membros por semana

Entrevista com

Fernadno Scheller, enviado especial, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2013 | 02h08

CANNES - O brasileiro, tão presente nas redes sociais, também descobriu o LinkedIn. O País angaria 100 mil novos usuários para o site de relacionamentos profissionais a cada semana - hoje, já são 13 milhões de perfis cadastrados. Segundo Mike Gamson, vice-presidente de soluções globais do LinkedIn, o Brasil lidera, empatado com a Índia, a expansão da rede social no mundo.

Para aumentar a permanência do usuário em sua plataforma, a rede social vem comprando empresas de conteúdo e está promovendo palestras com empresários famosos. A seguir, trechos da entrevista com o executivo, que falou com exclusividade ao Estado em Cannes.

Numa fase em que as empresas de internet precisam se provar rentáveis, como o LinkedIn busca receita?

É preciso sempre colocar os membros em primeiro lugar, inclusive quando se discute a monetização do site. Nossa ideia é mostrar as melhores soluções de talento para as empresas. Temos duas opções de receita: as assinaturas dos usuários e os conteúdos produzidos por empresas. A assinatura dá a oportunidade de um usuário fazer um primeiro contato com um profissional ao qual ele ainda não está conectado. No caso de profissionais de vendas, isso evita que a pessoa tenha de fazer uma ligação sem antes ter sido apresentado. É um serviço que ajuda esse profissional a economizar tempo e dinheiro.

E a produção de conteúdo? É própria ou terceirizada?

Existem os dois casos. Nosso principal foco é ajudar as pessoas com informações que podem ser úteis para que elas melhorem sua performance no emprego atual. Temos o Slideshare (que permite acesso a apresentações corporativas) e fizemos uma aquisição no setor de notícias, o Pulse, que reúne 1,3 milhão de publicações. O LinkedIn tem hoje 225 milhões de usuários. E agora começamos um programa de encontros com grandes líderes, do qual já participou Bill Gates (fundador da Microsoft).

O LinkedIn está mais internacionalizado? O Brasil tem um papel importante nisso?

Dois terços dos nossos usuários estão fora dos Estados Unidos. O Brasil é o nosso terceiro maior mercado, com 13 milhões de usuários, atrás dos Estados Unidos, que tem 65 milhões, e da Índia, com 20 milhões. O Brasil adiciona 100 mil usuários ao LinkedIn por semana. É o nosso mercado de maior crescimento, empatado com a Índia. O brasileiro usa muito as redes sociais.

O padrão de comportamento no LinkedIn é diferente do visto no Facebook?

Os brasileiros são muito ativos e querem controlar sua identidade digital. O LinkedIn, muitas vezes, é uma oportunidade de a pessoa se expressar de uma maneira mais controlada na internet. Não raramente, o LinkedIn é a primeira página que aparece quando o nome de alguém é escrito no Google.

Como é o relacionamento do LinkedIn com os headhunters?

Nós vemos os headhunters como parceiros e clientes. No LinkedIn, as pessoas atualizam as informações de sua vida profissional constantemente, formando um banco de dados para essas empresas que é complementar ao que elas já possuem. As empresas que buscam executivos têm um trabalho adicional a fazer, que é acessar a capacidade de liderança dos profissionais e sua adequação a diferentes ambientes corporativos. É uma oferta diferente da nossa.

É possível construir a rede de relacionamentos profissionais no LinkedIn?

Sim, e não é necessário pagar por isso. Existe um sistema de referências do próprio site, e as pessoas podem se conectar a profissionais que ainda não conhecem pessoalmente enviando um in-mail (mensagem fechada). Nós, aliás, não recomendamos que as pessoas se conectem com profissionais dos quais não tenham nenhuma referência.

Com os principais profissionais do mercado já conectados ao site, o LinkedIn tende a ganhar um maior número de perfis de profissionais júnior?

Sim. Hoje, nossa principal audiência são os 600 milhões de profissionais liberais do mundo. Hoje, já angariamos cerca de um terço deles. Por isso, boa parte das pessoas que entram hoje no LinkedIn é formada por estudantes.

Hoje, em sua opinião, as empresas estão buscando profissionais com formação mais geral, em vez do perfil técnico?

Há um número maior de empresas com um estilo holístico de RH. Elas buscam um profissional com uma série de diferentes experiências. A equipe do LinkedIn reflete bem isso: temos cientistas com PhD, gente que nunca completou a universidade e muitos formados em administração. No meu caso, busquei uma educação que me levasse a pensar criticamente. Por isso, escolhi uma formação em religiões e artes.

Como está a migração dos usuários do LinkedIn para plataformas móveis?

Os usuários em aparelhos móveis representavam 19% do total em 2012; em 2013, o total já passou para 30%. O engajamento é diferente, mas sabemos que, no celular, as pessoas dão mais importância para o conteúdo. Elas querem artigos para ler e compartilhar com os amigos.

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