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Brasil é o pior para fazer negócios entre os BRICs

Relatório elaborado pelo Banco Mundial mostra ambientes melhores na China, Rússia e Índia

Ana Paula Lacerda e Marianna Aragão, O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

O Banco Mundial divulgou ontem seu ranking Doing Business, com os melhores países para se fazer negócios. Dos 178 países analisados, o Brasil ficou com o 122º lugar, atrás de países como o Casaquistão, Etiópia e Samoa. Também foi o o país dos BRIC com a pior classificação - de um ano para cá, a China saltou 10 posições (de 93ª para 83ª), a Rússia ficou em 106º e a Índia, que até 2006 estava pior classificada que o Brasil, passou para o 120º lugar.O primeiro lugar ficou com Cingapura, seguida pela Nova Zelândia, Hong Kong, Estados Unidos e Dinamarca. A classificação do Banco leva em conta vários aspectos que influenciam na realização e manutenção de empresas nos países, como tempo para abertura, burocracia, tributação, acesso a crédito e legislação trabalhista.''''Na América Latina como um todo vê-se um problema muito sério de burocracia'''', diz a economista do Banco Mundial e co-autora do relatório, Rita Ramalho. ''''São necessários, por exemplo, 18 procedimentos para abrir uma empresa no Brasil. A Austrália tem praticamente o mesmo tamanho e exige apenas dois.''''Outro quesito que pesou contra o Brasil foi a legislação trabalhista. ''''É pouco flexível. Como é algo que depende de política, é complicado de mudar'''', diz a economista. A lentidão nas reformas estruturais, como a tributária e a trabalhista, é um dos motivos que justificam a posição do País no ranking. Para o diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, outros países avaliados no estudo foram mais ágeis nessas mudanças, deixando o Brasil para trás. ''''A má posição não significa que estamos parados, mas que nossas reformas andam em velocidade menor'''', diz Coelho. A América Latina foi, no globo, a região que menos fez reformas que influenciaram a economia de seus países.Segundo o diretor da Fiesp, o ambiente de negócios melhorou nos últimos anos. Mas não o suficiente. Burocracia, tributação elevada e crédito pouco acessível são os fatores que mais prejudicam o ambiente negocial no País, na avaliação de Coelho. ''''O custo do crédito dificulta investimentos e o peso dos tributos estimulam a informalidade'''', afirma.Na avaliação da economista do Banco Mundial, a posição do País deve melhorar em dois ou três anos. ''''O mercado de capitais do Brasil está forte, um reflexo de que há empresas fortes também. Isso vai influenciar outros setores da economia e atrair mais a atenção de fora.''''MAIOR SALTOAlém dos primeiros colocados, um dos destaques do relatório foi o desempenho do Egito - o país subiu 39 posições de 2006 para cá, ficando em 126º lugar. ''''Apesar de ainda estar em uma posição ruim, as reformas feitas pelo governo e os empresários egípcios impulsionaram os negócios'''', afirmou Rita.NÚMEROS122º lugaré a posição do Brasil no ranking de melhores países para se fazer negócios - atrás dos outros BRIC, da Argentina, da Etiópia e Tonga178 paísesforam avaliados. Os melhores colocados foram Cingapura, Nova Zelândia, EUA, e Hong Kong18 procedimentossão necessários para abrir um negócio no Brasil. Na Austrália, são 2

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