Brasil e OMC divergem sobre negociações comerciais

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, e o diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Supachai Panitchpakdi, divergiram hoje sobre o avanço das negociações multilaterais do comércio, definidas na agenda da Rodada de Doha. Na assembléia da Unctad, em São Paulo, Panitcpakdi disse que os países mais pobres e vulneráveis serão os maiores perdedores com o fracasso nas negociações. Para o chanceler brasileiro, "as negociações nunca estiveram tão boas quanto estão hoje".Amorim acredita que, atualmente, os países membros da OMC estão perto de uma conclusão que seja benéfica para todos. "Se vamos concluir ou não, não sei. Isso todos nós queremos. Mas não se pode, de modo algum, e nem acredito que tenha sido intenção dele (do diretor da OMC dizer), que se chegue a uma conclusão a qualquer preço", afirmou.Panitchpakdi afirmou que "flexibilidade não é sinal de fraqueza, mas vontade de se chegar a um acordo". Ele alertou sobre possíveis desequilíbrios no comércio por causa dos acordos bilaterais ou regionais. "Para evitar esse destino, não podemos perder de vista os grandes ganhos que poderão ser conseguidos com o sucesso da Rodada de Doha", disse.

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