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Brasil e Paraguai não fecham acordo sobre Itaipu

Lugo frisou, porém, que 'não renunciou a nenhuma de suas reivindicações', sobre demandas em torno da usina

Denise Crispim Marin e Gerusa Marques, da Agência Estado

08 de maio de 2009 | 09h08

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva  e Fernando Lugo admitiram nesta sexta-feira, 8, na Base Aérea de Brasília que não alcançaram acordo sobre as questões relacionadas com a hidrelétrica de Itaipu e o restante do pacote oferecido pelo governo brasileiro ao Paraguai. Lugo anunciou que entre os dias 10 e 15 de junho haverá uma reunião em Assunção , de chanceleres e ministros da área de energia, para concluir um acordo que deve ser assinado pelos dois chefes de estado, durante a reunião de cúpula do Mercosul, prevista para junho, em Assunção.

 

As principais reivindicações do governo paraguaio foram o reajuste da tarifa paga pelo Brasil pela energia de Itaipu não utilizada pelo Paraguai, a livre disponibilidade para vender a energia excedente para outros países (o que demandaria a revisão do Tratado de Itaipu, de 1973) e a revisão da dívida contraída pelo Paraguai para a construção da usina.

 

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Lugo frisou, entretanto, que o Paraguai "não renunciou a nenhuma de suas reivindicações", em referência às demandas em torno da usina da Itaipu. O Paraguai quer obter do Brasil o direito de venda da sua cota da energia gerada por Itaipu a outros países. Também exige que ao vender ao Brasil, a energia seja negociada com base em preços do mercado livre, e não daquele negociado com a Eletrobrás. Outro ponto de tensão diz respeito à dívida de Itaipu com a Eletrobrás e o Tesouro Nacional, que acaba por reduzir o lucro do Paraguai, em suas operações de venda de energia ao Brasil.

 

Lugo ressaltou que a reunião de ontem, com o presidente Lula, foi marcada por uma conversa muito respeitosa, na qual foram abordados todos os temas da relação bilateral.

 

O presidente Lula, por sua vez, também ressaltou que o encontrou foi "produtivo" apesar de não ter resultado em nenhum acordo. Ele destacou que a equipe brasileira deixou claro ao governo paraguaio que pretende ajudá-lo em todas as áreas, a começar na questão agrária, que afeta cerca de 400 mil brasileiros e descendentes, que se dedicam a esse setor no Paraguai e também na área de infraestrutura. Lula afirmou ainda que a questão de Itaipu foi tratada, embora os presidentes não tenham descido a detalhes técnicos como os impasses sobre preço da energia e a dívida.

 

"Não existe tabu nas nossas relações. Itaipu é um tema sensível para o Brasil, é um tema sensível para o Paraguai", disse Lula. "Estou convencido de que há como avançar neste tema que é nervoso e sensível no Brasil e no Paraguai. Não há tema que não possa ser discutido entre nós", acrescentou.

 

Lugo tomou posse em agosto do ano passado e fez da revisão do Tratado de Itaipu (1973) - impondo um aumento no preço da energia paga pelo Brasil - um ponto de honra política no cumprimento de uma promessa eleitoral. O governo Lula resiste a mexer no tratado para não abrir precedentes.

 

Pantanal

 

O presidente  embarcou para Campo Grande (MS), na companhia do presidente do Paraguai para a viagem inaugural do Trem do Pantanal. O trem terá capacidade para 282 passageiros até dezembro deste ano, e a partir de 2010 ampliará sua estrutura para 414 pessoas, divididas em quatro categorias de vagões: turística, econômica, executiva e camarote.

 

O roteiro completo, de Campo Grande a Miranda, tem 220 quilômetros, e duração em torno de 8 horas, com uma parada para o almoço na cidade de Aquidauana. A tarifa é de R$ 39. A primeira viagem aberta ao público será na próxima semana,dia 16 de maio.

 

(Com Agência Brasil)

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