Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Brasil é parceiro-chave mais engajado e foi o primeiro a solicitar adesão à OCDE

Entidade ainda não deu uma resposta oficial ao País e a outras cinco nações que também aguardam o aval dos membros

Célia Froufe, correspondente, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 10h05

O Brasil é considerado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) o parceiro-chave mais engajado da instituição. Também foi o primeiro deles a formalizar, em maio do ano passado, em Paris, a entrada oficial no grupo, que já foi chamado de “clube dos ricos”. A entidade ainda não deu uma resposta oficial ao Brasil e a outros cinco países que também aguardam o aval dos membros.

“A cooperação entre o Brasil e a OCDE remonta ao início da década de 1990, quando a Organização lançou seu envolvimento com quatro países latino-americanos (incluindo também Argentina, Chile e México)”, lembra a instituição em seu Relatório Econômico sobre o País, “Active with Brazil”, lançado nesta quarta-feira, 28. Nos anexos do documento, a Organização salienta que o Brasil atualmente já tem aderência em 38 de seus instrumentos legais.

Desde então, conforme o documento, a cooperação cresceu constantemente e hoje o Brasil é o parceiro-chave mais envolvido da Organização. Enfatizando em números o tamanho da economia e populacional do País, a entidade avaliou que o seu interesse em se juntar à OCDE é de grande “importância estratégica”.

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“O governo brasileiro solicitou à OCDE - uma Organização da qual somos um parceiro-chave e cujo conjunto de padrões já é amplamente compatível com a legislação brasileira”, salientou o presidente Michel Temer, no relatório.

Também no documento, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, enfatizou que, para o Itamaraty, a participação do Brasil na OCDE é uma questão de “realismo”. “É importante que o Brasil seja envolvido no debate sobre questões seminais que influenciam as negociações internacionais e debates internos sobre a gestão das políticas públicas”, considerou. “A adesão do Brasil, neste contexto, dará maior coerência e consistência à participação de Brasil, ao mesmo tempo em que nos permite ter uma melhor influência sobre esses debates.”

G-20. No Relatório sobre o Brasil, a OCDE ressaltou que tem sido um parceiro ativo do Brasil, no âmbito das 20 maiores economias do globo (G-20), para fortalecer a economia global, acelerar a recuperação da crise e promover uma economia mais inclusiva, baseada em regras e aberta.

Como exemplo, citou a área de segurança alimentar. “Enquanto a insegurança alimentar crônica continua a ser um dos principais desafios para o desenvolvimento sustentável em muitas economias em crescimento, em menos de três décadas, o Brasil mudou de um importador líquido de alimentos para um exportador líquido, devido ao aumento da produção e da produtividade”, comparou o documento.

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