'Brasil é pouco vulnerável a choque externo'

O Banco Mundial listou o Brasil entre os países da América Latina e Caribe com menor vulnerabilidade a choques externos, apesar de sua alta exposição aos fluxos de capitais voláteis e à perspectiva de queda nos preços das commodities.

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2012 | 03h04

Segundo o economista Augusto de La Torre, do Banco Mundial, a "ampla margem de manobra" do País na área monetária e a dimensão do mercado interno brasileiro forneceriam elementos necessários para o governo evitar o contágio de uma nova crise.

"Se sofrer um choque externo, o Brasil tem instrumental monetário em três dimensões: pode reduzir a taxa (básica) de juros, se o choque for muito forte; pode deixar sua moeda desvalorizar, se a queda dos preços das commodities for muito acentuada; e pode usar as reservas internacionais para amortizar os efeitos dos fluxos financeiros internacionais ao país", afirmou De La Torre, ao divulgar o relatório A América Latina Lida com a Volatilidade, o Lado Escuro da Globalização, do Banco Mundial.

De La Torre ponderou não haver fortaleza similar na política fiscal brasileira, onde "correções importantes se fazem necessárias".

Os gastos públicos do Brasil, acentuou ele, são os mais altos da região, equivalentes a 40% do PIB. Apesar dessa fragilidade, o endividamento público bruto do País se mantém "relativamente baixo" - algo como 66,2% do PIB em 2011.

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