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Brasil e Reino Unido podem instalar usina na África do Sul

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse nesta terça-feira que o Comitê Econômico e de Comércio Conjunto Brasil-Reino Unido decidiu criar um grupo de trabalho que vai tratar da possibilidade de os dois países serem parceiros em um projeto piloto de produção de álcool combustível, na África. Segundo o ministro, esse grupo terá um prazo de 90 dias para apresentar um plano de negócios para o projeto.Furlan disse que essa possível parceria já havia sido discutida diretamente entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. A possível usina pode vir a ser instalada na África do Sul ou em Moçambique. Segundo Furlan, um grupo técnico brasileiro já esteve na África do Sul e constatou que não há impedimentos técnicos para a implantação da Usina.Furlan reuniu-se nesta terça-feira com o ministro do Comércio e da Indústria do Reino Unido, Alistair Darling, e resolveu mostrar in loco ao colega inglês o uso do álcool combustível. Antes de falar à imprensa os dois deram uma volta, com Darling ao volante, em um veículo Vectra bicombustível, da GM, que estava sendo exposto no mesmo hotel onde as autoridades se reuniram.Para Furlan é preciso desmistificar as afirmações de que o etanol poderia prejudicar os componentes dos carros. Ele disse que comentou com Darling que o jaguar oficial que tem transportado o ministro por Brasília já é abastecido com uma mistura de gasolina e álcool, uma vez que a legislação brasileira determina o acréscimo de 20% de álcool à gasolina vendida nos postos. Darling, por sua vez, elogiou a iniciativa brasileira de "capitalizar um recurso natural, como a cana de açúcar, e utilizá-la como biocombustível". "O importante é que temos de reduzir nossa dependência dos combustíveis fósseis", disse.Dupla tributaçãoNa reunião desta terça-feira, Furlan e Darling afirmaram que os governos do Brasil e do Reino Unido pretendem fechar um acordo para evitar a dupla tributação entre os dois países, principalmente nos investimentos.Furlan explicou que, com o acordo, empresas poderão compensar impostos que hoje são pagos nos dois países. Os detalhes desses procedimentos ainda não estão definidos e serão discutidos nas negociações do Comitê Econômico e de Comércio Conjunto Brasil-Reino Unido (Jetco, na sigla em inglês)."O ponto que levantamos é de melhorar o intercâmbio nos dois sentidos e de trabalhar para chegarmos a um acordo bilateral que evite a bitributação", afirmou Furlan. O ministro brasileiro disse também que, no encontro, foi definida a criação de três grupos de trabalho temáticos formados por representantes dos dois países.O primeiro tentará remover os obstáculos ao comércio dos dois países. Grupo de trabalho semelhantes já funcionam no comércio entre Brasil e Argentina, Chile e Portugal, entre outros. Um segundo grupo, segundo Furlan, tratará de temas ligados à tecnologia, software, intercâmbio tecnológico e marcas e patentes.O terceiro grupo tratará do projeto de parceria entre Brasil e Reino Unido para a implantação de um projeto-piloto de produção de álcool combustível na África. Esse grupo terá um prazo de 90 dias para apresentar um plano de negócios para o projeto.Matéria alterada às 16h59

Agencia Estado,

05 de setembro de 2006 | 15h15

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