Sérgio Perez/Reuters
Sérgio Perez/Reuters

Brasil gera 21,3% da receita da Telefónica em 2016

Empresa teve lucro de 145 milhões de euros no 4º trimestre do ano passado

Célia Froufe, correspondente, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2017 | 05h20

LONDRES - O Brasil foi responsável por 21,3% das receitas consolidadas da Telefónica em 2016, informou a companhia nesta quinta-feira, 23. Até o terceiro trimestre do ano, a fatia era de 21%. A Espanha, sede da companhia que é a controladora da Vivo no Brasil, continuou a apresentar a maior contribuição para o resultado do período: uma participação de 24,4% das receitas ante 23,8% vista até setembro.

Na segunda posição ficou o grupo denominado como Telefónica Hispanoamérica (América Latina) e que engloba a atividade da operadora na Argentina, Chile, Peru, Colômbia, México e Venezuela. Neste caso, a participação foi de 24,2% em 2016. O Brasil, portanto, se situou em terceiro lugar, apesar da recessão econômica pela qual atravessava o País no ano passado. 

Em 2013, já no primeiro trimestre do ano, a contribuição do Brasil em termos de receitas para a operadora superou pela primeira vez a da matriz, ficando em 23,07% de toda a receita do grupo na ocasião. A Espanha, naquele período, foi responsável por 23,05% do montante global.

O balanço do grupo revela ainda que a fatia das receitas consolidadas da Alemanha caiu para 14,4% em 2016 (ante 14,5% verificado até o terceiro trimestre do ano), enquanto a do Reino Unido foi de 13,2% (13,4% até setembro). A operação em todas essas praças, de acordo com a empresa, "reflete a alta diversificação e escala da companhia".

Balanço. A operadora de telecomunicações espanhola Telefónica divulgou que teve lucro líquido de 145 milhões de euros no quarto trimestre de 2016, revertendo prejuízo de 2,2 bilhões de euros registrado em igual período do ano anterior, quando o resultado foi pressionado por custos de reestruturação.

A receita da Telefónica entre outubro e dezembro somou 13,7 bilhões de euros, 1% menor que a do mesmo intervalo de 2015. O montante, porém, superou levemente a projeção de analistas consultados pela FactSet, de 13,6 bilhões de euros.

Já o lucro operacional antes de depreciação e amortização totalizou 3,2 bilhões de euros no último trimestre, ante 721 milhões de euros um ano antes. Essa medida também veio acima da expectativa de analistas, que era de 3,1 bilhões de euros.

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