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Brasil é responsável por 25% do superávit externo da UE

Apenas EUA e Suíça têm participação maior no saldo das contas correntes da Europa com outros países

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2013 | 02h06

O Brasil é responsável por mais de 25% do saldo positivo nas contas correntes externas da Europa, um porcentual que vem se ampliando de forma considerável nos últimos meses. Contando as exportações europeias ao Brasil de bens e serviços, a coleta de royalties e outros pagamentos, os europeus somaram em 2012 um superávit de 8,6 bilhões com o País. Apenas Estados Unidos e Suíça obtiveram valor superior.

No último trimestre de 2012, o superávit nas contas correntes da Europa chegou a 31,4 bilhões, cerca de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Em apenas um ano, o saldo positivo aumentou em quase 10 bilhões. Nesse período, o saldo da balança comercial da Europa, que era deficitário, se tornou superavitário, diante da estagnação do consumo no Velho Continente, que atingiu em cheio as exportações do Brasil e de outros mercados emergentes.

Na Europa, o resultado dessa balança tem sido acompanhado de perto por políticos e analistas. Isso porque, para muitos, esse superávit pode, ainda que de forma modesta, atenuar a grave crise da dívida que assola a Europa há cinco anos.

Estratégia. Nos últimos meses, com a prolongação da crise interna, empresas europeias deixaram claro que a busca por mercados no exterior seria a estratégia adotada para sobreviver. A Espanha, por exemplo, conseguiu aumentar as exportações, enquanto as vendas locais desabaram.

Mas foi a conta de exportação de serviços da Europa que garantiu o maior superávit, de 36 bilhões, graças à ida de profissionais e técnicos europeus para trabalhar em outros países, além da venda de serviços de informática e serviços financeiros e de construção civil.

O maior superávit foi registrado com a economia americana, de 23,2 bilhões a favor dos europeus. Os suíços vêm em segundo lugar, com 18 bilhões, seguidos pelo Brasil, com 8,6 bilhões.

Em apenas um ano, o saldo europeu com o Brasil se ampliou em 2 bilhões a favor da União Europeia. Os dados, porém, revelam que o superávit foi gerado muito mais pela queda das exportações brasileiras ao mercado europeu que pela expansão das atividades das empresas europeias no mercado brasileiro.

No último trimestre de 2011, a UE havia exportado ao Brasil cerca de 9,5 bilhões em bens. Um ano depois, o volume foi de 10 bilhões. Já as exportações brasileiras ao mercado europeu caíram de 8,5 bilhões em 2011 para 7,8 bilhões no fim de 2012. O mesmo padrão foi registrado no restante dos itens da conta corrente entre os dois parceiros.

Se o saldo da União Europeia é positivo com o Brasil, o bloco acumula um déficit de 29 bilhões com a China, além de um buraco de 15,1 bilhões com a Rússia, especialmente por causa do fornecimento de energia.

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