Brasil é um dos principais fatores de risco para o Santander

A crise econômica brasileira é um dos principais fatores de risco para o banco espanhol Santander Central Hispano (SCH), afirmou hoje o JP Morgan numa nota para investidores. Segundo a agência de notícias espanhola EFE, o banco de investimentos norte-americano alerta que a desvalorização do real deverá provocar uma queda de 15% na receita do Santander no Brasil em 2003 e de 17% em 2004 caso o candidato do PT, Lula, vença as eleições. Com isso, a receita líquida do grupo espanhol declinaria 7% apenas ainda neste ano, por causa do Brasil. O JP Morgan, no entanto, salientou que as atividades do Santander na Espanha continuam sólidas.Banco prepara-se para emitir novas ações do BanestoO SCH está se preparando para emitir novas ações de sua unidade Banco Espanõl de Crédito SA, ou Banesto, disse uma pessoa próxima da operação. O SCH vem sofrendo pressão para melhorar seus parâmetros financeiros, desde que divulgou que seu índice de capital core deteriorou-se para 4,56% no segundo trimestre, de 5,1% no primeiro trimestre, principalmente devido à depreciação cambial na América Latina. O SCH que detém 99,04% do Banesto, está se preparando para realizar um aumento de capital no Banesto, representando "cerca de 12%" do capital social da unidade, disse a fonte, que não quis se identificar. Ela afirmou que a transação poderá ser anunciada nesta semana e acrescentou que a oferta deverá ter uma faixa de preço entre 8 a 11 euros por ação. Javier Bernat, analista do Caja Madrid, estima que um aumento de capital de 12%, a um preço de 8 euros por ação, levantará cerca de 591 milhões de euros (US$ 582,0 milhões). Bernat e outros analistas estimam que o SCH tentará vender algumas de suas participações em companhias dentro e fora da Espanha, para levantar dinheiro. No final do primeiro semestre, o SCH disse que mantinha um portfólio de investimentos com ganhos não realizados de capital de 5 bilhões de euros (US$ 4,92 bilhões), com a maior parte desse valor, cerca de 3,4 bilhões de euros (US$ 3,34 bilhões), decorrente de sua participação de 8,0% no Royal Bank of Scotland Group PLC.

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