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Brasil é uma das fontes de estabilidade, diz Meirelles

Apesar da queda na Bolsa paulista e de sinais de pressão inflacionária, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, estima que o Brasil é hoje um dos pontos de estabilidade no sistema financeiro internacional. ''''O Brasil é considerado como uma das fontes de estabilidade no momento'''', disse, ao concluir suas reuniões com os representantes dos principais BCs do mundo, na Basiléia, para avaliar a situação internacional.Em sua opinião, ''''há uma inversão nos papéis'''' entre as economias emergentes e os países ricos na economia mundial. ''''O que está se dizendo é que, desta vez, a instabilidade nasceu nos EUA, com reflexos importantes na Europa, ao contrário das crises anteriores, que tinham surgido nos países emergentes'''', disse. ''''Desta vez, as economias em desenvolvimento não são fonte de instabilidade, mas sim de estabilização'''', afirmou Meirelles.O presidente do BC garante que, durante a reunião de ontem, a situação do Brasil foi ''''muito ressaltada por causa da inflação na meta, das reservas internacionais, do setor fiscal e da relação da dívida do setor público em queda''''. Meirelles, porém, não deu os nomes dos governadores de BCs que teriam feito esses comentários.''''Foi destacado que os países emergentes fizeram sua lição de casa'''', disse. Segundo ele, crises anteriores serviram de lições importantes que foram ''''devidamente aprendidas e implementadas por vários países, principalmente os emergentes''''.Para o presidente do BC europeu, Jean Claude Trichet, os emergentes têm ''''bons fundamentos econômicos e são razões sólidas para acreditar que o mundo continuará crescendo''''.Mas nem todos compartilham dessa idéia. ''''Há muita esperança que, desta vez, haverá um impacto menor nas economias emergentes em decorrência de uma desaceleração nos EUA'''', afirmou Guillermo Ortiz, presidente do BC mexicano. ''''Mas eu tenho minhas dúvidas. Se passarmos por uma séria redução na atividade econômica nos EUA, haverá impacto em todos, até na Europa e Ásia. Todos esperamos um impacto'''', afirmou Ortiz. ''''Dificilmente os países emergentes ficarão isentos.''''

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

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