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Brasil é uma grande potência, diz sociólogo francês

O sociólogo francês Alain Turaine disse que "o Brasil é uma grande potência". De acordo com ele, o Brasil desempenha hoje um papel que não tinha antes. Segundo Turaine, o futuro do mundo depende de "três ou quatro países em desenvolvimento" de importância que podem impedir a ruptura total entre o mundo dos ricos e o mundo dos pobres. "O Lula tomou este papel para o Brasil ao coordenar o G-22 em Cancún", disse Turaine, referindo-se à atuação do Brasil na liderança do grupo de 22 países em desenvolvimento na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) realizada este ano. De acordo com o sociólogo, esta atuação "deu alguma chance para o sistema, fez com que os países ricos compreendessem que (o sistema) só pode funcionar se houver verdadeiras negociações", afirmou. Turaine observou que atualmente existe muito mais mobilidade para os países da América Latina, mas por razões ruins, como o declínio da economia americana, e a preocupação central dos Estados Unidos ter se deslocado para questões de segurança, deixando a América do Sul de fora. De acordo com ele, quando os Estados Unidos tinham uma economia mais forte, a Alca era considerada fundamental. "Todo mundo está pouco ligando para a Alca", disse. Isso porque, segundo Turaine, a economia americana não é mais tão forte. "Mas a questão é, se neste contexto, é possível desenvolver um Mercosul". Turaine afirmou também que não sabe onde estará o mundo daqui há 50 anos. "Mas haverá quatro ou cinco pólos e o Brasil será um deles". O sociólogo participou de seminário no Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Agencia Estado,

29 de setembro de 2003 | 12h53

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