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Brasil eleva aporte ao FMI de US$ 10 bi para US$ 14 bi

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, antecipou nesta tarde as novas regras do chamado NAB (New Arrangements to Borrow), decididas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, a carteira disponível para empréstimo, que atualmente tem US$ 250 bilhões, passará a contar com US$ 600 bilhões a partir de novos aportes realizados pelos Estados Unidos, pela Europa, pelo Japão e pelo grupo conhecido como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Mantega informou que o aporte do Brasil no FMI, que seria de US$ 10 bilhões, foi aumentado para US$ 14 bilhões.

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

25 de novembro de 2009 | 16h12

Segundo ele, esse aumento do valor do fundo havia sido decidido em reunião do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo). Mantega comemorou o fato de que, com os aportes realizados pelos grandes países emergentes, o BRIC terá poder de veto nas operações que solicitarem recursos dessa linha.

De acordo com Mantega, as novas regras preveem que os empréstimos feitos com o dinheiro do NAB tenham de ter aprovação de 85% dos cotistas do fundo. O ministro explicou que o veto do BRIC poderá ser feito porque, juntos, os quatro países detêm um pouco mais de 15% das cotas. "Criamos um fundo monetário internacional (FMI) do B", brincou o ministro, ao comentar que a nova carteira terá grande poder de empréstimo. Ao todo, o NAB é composto por 28 países e cabe ao FMI solicitar os recursos dessa carteira.

O ministro da Fazenda explicou que os US$ 14 bilhões do Brasil ficarão no País, como parte das reservas internacionais. "É como se fosse um cheque especial", disse Mantega. Ele explicou que, se o FMI precisar de recursos, vai ao NAB para solicitar a liberação do crédito. O Brasil, ao fazer o empréstimo ao FMI, recebe direitos especiais de saque - um papel conversível a qualquer momento. "O empréstimo não mexe com as reservas", explicou o ministro.

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