Brasil enfrenta desafios para melhorar qualidade de crédito

A Standard & Poor´s divulgou relatório sobre a perspectiva da situação fiscal no Brasil, intitulado "Brasil enfrenta desafios na via para melhorar qualidade de crédito". O texto diz que, como um país com rating (classificação) de grau especulativo, os fundamentos econômicos do Brasil continuam vulneráveis a mudanças no ambiente global e que a adequação das reações do governo em termos de políticas contém mais incertezas do que a de países com grau de investimento."Tendo em vista o forte crescimento real do PIB, de 5,2% em 2004, e um grande superávit primário, a dívida líquida geral do governo do Brasil caiu 8 pontos porcentuais, para 53% do PIB, em 2004. Contudo, em 2005, esperamos que o declínio seja bem mais modesto, de apenas 1 ponto porcentual; a dívida líquida deverá declinar para 52% do PIB. Esse menor espaço para melhora reflete um ritmo de crescimento real menor para o PIB, de 3,9%, um superávit primário menor e taxas de juro reais bastante mais altas, tendo em vista o ciclo de apertos monetários", diz o relatório, da analista de crédito Lisa Schineller."O mix de políticas e a composição dos gastos limitam o impulso para melhoras na qualidade de crédito do Brasil, se o resto continuar igual. A dívida pública líquida projetada de 52% do PIB é superior à mediana dos outros países com rating de crédito BB, de 40%", acrescenta o texto.O relatório diz ainda que, na ausência de condições econômicas globais estressantes, que poderiam exigir um ajuste corretivo na atual política, um déficit primário maior, que apoiasse taxas de juro reais mais baixas, provavelmente contribuiria para reduzir a relação dívida/PIB mais rapidamente do que a S&P espera atualmente.Embora um superávit primário próximo da meta atual seja adequado à carga de dívida do Brasil, há pouco ou nenhum espaço para rebaixar mais o superávit primário. As informações são da Dow Jones.

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