seu bolso

E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Brasil enfrenta grande risco de falta de energia--especialistas

O Brasil poderá enfrentar falta deenergia e um crescente risco de racionamento nos próximosquatro anos se não atrair novos investimentos, particularmenteem combustíveis renováveis, afirmaram especialistas nestaquarta-feira. Uma falta de gás natural, atrasos na obtenção de permissõesambientais e incerteza nas medidas reguladoras estão impedindoque novas fontes geradoras de energia atendam à crescentedemanda doméstica, conforme discussão em uma conferência deenergia em Brasília. Em 2001, o racionamento de energia no país teve um forteimpacto na economia. "Nós não temos mais tempo a perder, ou vamos precisar tomarmedidas de emergência novamente", disse Claudio Sales, chefe daAcende Brasil, instituto fundado em 2006 pela indústriaenergética, à audiência do evento. O Brasil, maior economia da América Latina, enfrentará umafalta de 1.800 megawatts e uma probabilidade de 22 por cento deracionamento energético em 2011, analisou Sales. A projeção do analista presume que nenhum dos projetosesperados para esse período sofra atrasos, o que algunsparticipantes classificaram como uma previsão otimista. O governo nega qualquer risco de insuficiência energética.Mas o chefe da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)disse que essa idéia pode ter mudado. "O governo admite que uma necessidade adicional de 1.400megawatts até 2011", disse Jerson Kelman, diretor-geral doórgão. O Brasil está ficando sem tempo para optar pelo uso degeração de energia limpa e barata a partir de combustíveisrenováveis ou gás natural. "Estamos nos encurralando, não fizemos nossa lição de casahá três anos e agora talvez tenhamos que usar usinas queutilizam petróleo, que são caras e poluidoras", acrescentouKelman. Construir usinas hidrelétricas levaria mais de quatro anose a produção doméstica de gás para complementar as importaçõesda Bolívia deve aumentar somente após 2011. A melhor solução de curto prazo, segundo analistas dosetor, seria promover os combustíveis renováveis e geradores depequena escala, contando com a vasta capacidade brasileira debiomassa e energia hidrelétrica. "Precisamos descentralizar a geração de energia", dissePaulo Pedroso, chefe da associação de distribuição de energiaAbracel. Ele citou vários exemplos de fazendeiros e negociantesformando cooperativas para produzir energia em áreas remotas. Mais de 80 por cento da eletricidade brasileira vem dehidrelétricas.

RAYMOND COLITT, REUTERS

10 de outubro de 2007 | 16h50

Tudo o que sabemos sobre:
ENERGIAFALTA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.