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Brasil entra na OMC contra subsídio americano para algodão

A Organização Mundial do Comércio (OMC) abriu investigações na manhã desta quinta-feira contra os subsídios americanos para a produção de algodão. O pedido foi feito pelo Brasil, que já ganhou uma disputa contra os Estados Unidos sobre esse mesmo tema.Washington, porém, nunca cumpriu a determinação da entidade máxima do comércio de cortar a ajuda estatal e o Itamaraty, apesar da vitória diplomática, nunca conseguiu fazer valer a condenação. Pelo menos oito países anunciaram que apoiarão o Brasil no processo, entre eles a China e Índia.A OMC havia qualificado os subsídios como ilegais. A Casa Branca chegou a fazer um acordo com o Brasil para que não fossem retaliados. Em troca, prometia um cronograma para adequar suas leis e retirar a ajuda aos produtores considerada como ilegal.Um ano depois, porém, o Itamaraty alega que os americanos reformaram apenas parte dos mecanismos de subsídios ao algodão. Pelos cálculos do setor privado brasileiro, cerca de 15% da ajuda foi modificada e o grosso dos subsídios que distorcem os mercados foram mantidos.Agora, o governo brasileiro quer que a OMC avalie se de fato os americanos cumpriram a condenação ou não. Em três meses, a investigação estará concluída e, caso apóie a tese brasileira, o governo terá a possibilidade de aplicar retaliações contra os americanos.Para o Brasil, os prejuízos gerados pelos subsídios ao algodão chegam a US$ 4 bilhões. Na avaliação do governo, os Estados Unidos são os segundo maiores produtores do mundo de algodão apenas graças aos mais de US$ 12 bilhões em subsídios dados aos agricultores entre1999 e 2003.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 10h26

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