Brasil está atento às turbulências nas bolsas, diz Lula

Presidente descarta reajustes nos combustíveis em função da queda do preço do petróleo

Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo,

20 de março de 2008 | 16h16

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a garantir nesta quinta-feira, 20, em Foz do Iguaçu, que está atento às "turbulências" nas bolsas de valores e considerou que não podem ser vistas como coisas "tão anormais". Em relação à crise que atinge os Estados Unidos, ele acrescentou que o Brasil está "tranqüilo", mas acompanhando tudo com muita cautela.  Veja também:Bolsas têm dia de instabilidade com indicadores dos EUAOCDE reduz previsão de crescimento dos EUA em 2008Cronologia da crise financeira   Juro americano cai para 2,25% e Fed sinaliza novas reduções Entenda a crise nos Estados Unidos    "O Brasil está com muita solidez, mas obviamente temos que ter sempre cuidado porque tivemos outras experiências e não queremos que se repita", salientou. Lula tratou de descartar qualquer possibilidade de reajuste nos combustíveis em função da queda do preço do petróleo. "Se nós não aumentamos a gasolina quando o barril de petróleo chegou a 110 dólares, agora que ele caiu por que haveria de aumentar?" comentou.  Segundo ele, a última vez em que houve aumento foi em 2005, quando o barril de petróleo chegou a US$ 65. "Não vamos aumentar, essa discussão não existe no governo", reafirmou Lula. Para o presidente, na questão das "turbulências" nas bolsas, é preciso saber que há uma crise imobiliária nos Estados Unidos que atinge o sistema financeiro. "Nós estamos olhando com muita cautela porque não queremos que uma crise americana, que não fomos nós que causamos, venha a causar uma crise no Brasil", acentuou.  "Estamos olhando todo tempo com lupa." Segundo ele, uma recessão norte-americana traz problemas para todos os países. "Entretanto, o Brasil diversificou muito suas importações e hoje não dependemos apenas de um país e nem de dois países", reforçou.

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